domingo, 16 de dezembro de 2012

Decisões em família

A Lívia já está com 6 meses e 11 dias, mesmo assim, volta e meia passo no quarto dela, quando ela está dormindo, para ver se ela está respirando. Dá uma vontade de ficar lá velando o sono dela e não fazer mais nada. Mas a vida não é assim... Além de ser mãe, eu continuo sendo esposa, um pouco dona de casa, trabalhadora, amiga, filha e desempenhando outros papeis.
Certa vez, minha amiga Paula Souza disse que a vida de uma mulher se divide em "antes e depois de ser mãe". Para mim, é verdade. Hoje, sendo mãe da Lívia, me sinto um ser humano mais completo, pleno, útil. 
Bom, mas eu vim aqui contar um pouco de como a Lívia e eu estamos. Meu Deus, essa minha filha é um bebê-anjo, ela é só sorrisos, alegria, energia positiva. Já está comendo frutas desde os 4 meses e na consulta dos 6 meses o pediatra liberou iogurte natural com açúcar mascavo (ela adorou), água e papinha salgada. Pode ser papinha feita em casa (água, sal, arroz, três tipos de vegetais - um branco, um laranja e um vermelho, azeite de oliva, caldo de carne, gema de ovo) ou papinha da Nestlé. Eu já dei das duas, e a Lívia comeu numa boa! Ela é muito boa para comer! Também adora chá de ameixa seca! 
A Lívia já teve uma febre, de 39ºC, fiquei apavorada, mas o Tiago e eu transmitimos a ela a maior segurança possível. Na noite que ela ficou mal, o Tiago e eu dormimos com um olho aberto e outro fechado, com ela no nosso meio na cama, isso para monitorar a febre. Graças a Deus, ela não teve mais. É horrível vê-la adoentada, febril, pois ela fica bem sensível, quieta, sem vontade de brincar. Mas nossos cuidados e amor são fundamentais para ela melhorar. Quando ela teve febre, demos Paracetamol baby, ela gostou bastante, pois era bem docinho. E também tivemos que comprar um aparelho nebulizador, pois ela teve uma laringite. Ela ainda está com tosse, já faz uns 20 dias, mas estamos dando a homeopatia receitada pelo pediatra, e como ela tossiu um pouco mais nesses dois dias, fizemos a nebulização só com soro, pois medicar sem orientação médica é perigoso.
Enfim, cada dia mais me realizo como mãe, como mulher e como ser humano, mas confesso que canso bastante, que às vezes sinto falta de dormir até a hora de acordar sem interrupções, de namorar mais com meu Tiago, mas não reclamo, pois ter a Lívia foi uma decisão nossa!
Vou contar uma coisa que pode deixar muitas pessoas surpresas e fazer milhões de julgamentos. Parei de amamentar a Lívia há duas semanas. Foi um acordo entre nós duas e o Tiago. Ela já apresentava desinteresse pelo peito, brincava, brigava, se distraía, e eu também já estava um pouco cansada. Então, após a consulta no pediatra, e dar mamá para ela até o fim do dia, parei e tomei remédio (Dostinex). Achei que o efeito do remédio seria imediato, mas me enganei. Eram dois comprimidos para serem tomados metade a cada doze horas. Então, tomei um antes de dormir, e quando acordei, senti os seios bem cheios e já me incomodando. Liguei para minha médica, ela disse que isso era normal, que eu podia tirar um pouco para aliviar, não dar mamá para a Lívia e seguir tomando o remédio conforme a bula. E assim foi. Daí, burramente, eu tirava o leite com água quente do chuveiro, mas isso só ajuda a produzir mais. À noite, liguei para a médica de novo, e ela disse para eu dar mamá se não tivesse aguentando, mas não dei. No sábado, foi o pior dia. Meus peitos pareciam duas bolas de boliche e muito doloridas, eu sentia fisgadas o tempo todo, então resolvemos ir ao plantão. O médico que me atendeu me deu duas opções: ou eu voltava a amamentar e parava aos poucos ou eu devia ser forte, aguentar a dor, não tirar leite e fazer compressa gelada, tomando anti-inflamatório. Eu optei por ser forte e aguentar. Foi o que fiz. Como eu estava sofrendo demais, tirei 15 ml de leite de cada seio com a bombinha elétrica antes de dormir, mas os peitos estavam tão duros, que doía e era difícil tirar o leite. Mas deu certo, dormi melhor. E assim foi... cada dia meus peitos foram diminuindo e só sentia uma pressão. No começo, eu mal conseguia pegar a Lívia no colo de tanta dor. Eu até me entristecia por isso, pois eu mal a pegava e já a largava. Também senti um pouco de arrependimento no segundo dia (o sábado que contei), pois foi o dia mais complicado, mas o Tiago me deu muita força. Meu maior medo sempre foi ter mastite, pois eu tive duas vezes... acho que não tive de novo porque eu tirava um pouco do leite e também porque tomei anti-inflamatório por 5 dias, um bem forte, igual ao que tomei pós cesárea, mas foi receitado pelo médico que me atendeu no plantão (Tiletil).
O desmame foi muito tranquilo para a Lívia, pois ela já tomava NAN uma vez por dia e não estranhou nunca a mamadeira. Além disso, os outros alimentos também já complementavam e complementam sua alimentação.
Foi muito importante o apoio do Tiago e da Lívia, sem eles eu não teria conseguido. Sou muito grata a Deus por ter dado tudo certo. 
É difícil tomar esse tipo de decisão, pois tudo é muito romantizado em relação à gravidez, ao parto, à amamentação... É dito que todas as mulheres não devem engordar muito na gravidez, podem/devem ter parto normal, amamentar até os dois anos da criança, blá blá blá. As mulheres são tratadas como iguais, e isso não é real. Somos todas diferentes e únicas, então... Eu tive uma gravidez muito tranquila, tive estrias na barriga, engordei 16 quilos, tive um trabalho de parto de quase 10h e fiz cesárea, amamentei minha linda filha durante 181 dias com muito amor e dedicação... e sou uma mãe muito boa para ela. O fato de ela não mamar mais no meu peito não me torna menos mãe ou fez com que a Lívia me amasse menos, pelo contrário, mostrou para nós duas o quanto nos amamos e somos cúmplices da nossa relação de mãe e filha. 
Se você que está lendo não concorda comigo, acha que fui irresponsável... lamento. Não é você que vive minha vida, você não é eu. Enfim, cada cabeça, uma sentença... e, claro, temos que arcar com as consequências das nossas decisões.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A estética de uma mãe "normal"

Antes de ser mãe, nunca fui magrinha, com barriga tipo tábua ou cheia de curvas sensuais, nunca usei biquíni fio, nunca gostei de mostrar a barriga, pois eu sempre tive uma barriguinha fora do padrão midiático de beleza... ou melhor, de magreza. Na infância, sempre fui barrigudinha, e até já fui motivo de piada. Mas eu cresci, fiquei adulta, fui empurrando com a barriga (risos), e até que gostava de mim. Nunca fui fã de academia, mas já fiz de tudo um pouco nessa vida: musculação, ginástica localizada, natação, ginástica normal, caminhada, corrida, yoga, spinning, e de um ano para cá, +ou-, tenho feito Pilates. De tudo isso, eu gostei de natação e Pilates... 
Um pouco antes de ficar grávida, comecei a fazer Pilates, pois eu ouvi dizer que era praticamente milagroso, que deixava tudo durinho, etc, etc. Claro que não é milagroso, eu que era e sou tola mesmo, mas tomei gosto pela coisa. Aí, descobri a gravidez e fiquei fazendo Pilates moderadamente, mas tive um pequeno sangramento e parei de me exercitar por orientação médica até completar as 12 semanas iniciais da gravidez. Passou um pouco mais disso, até... aí voltei a fazer Pilates e fui até quase o fim da gravidez. Parei porque estava me sentindo muito cansada, um pouco inchada, a menina era grande e eu não dava mais conta da barriga... parecia que eu ia explodir! heheheheh
Na gravidez, já tinha as cobranças de não engordar mais que 11 Kg... eu já escrevi sobre isso aqui durante a gestação, mas eu cheguei a 80,5 Kg!!!! Ou, seja, 16 acima do que eu tinha antes de engravidar. E saíram estrias na minha barriga. Uma pena, fiquei triste e até chorei quando vi que era real. Mais uma vez eu me cobrando por algo estético e que eu não tinha como controlar. Por que tu pode passar todos os cremes e óleos do mundo, não engordar muito e etc, mas se for para sair estria, vaaaai sair. 
Enfim, a Lívia nasceu, está com quase 6 meses, e ainda estou 3 Kg acima do meu peso de antes. Ainda estou amamentando e é impossível fazer dieta e tal, pois a fome às vezes é incontrolável e inexplicável... a ponto de salivar só de falar ou pensar em comida, mesmo estando de barriga cheia.  
A "barriga-Lívia" saiu, mas ficaram as estrias, a flacidez, as celulites triplicaram, a barriguinha aumentou... Muitas pessoas me dizem para eu ter calma, que o pós-parto ainda é recente, que estou ótima, que já emagreci tudo, blá blá blá blá blá blá. Maaaaas, sempre tem mas, muitos "mas", eu não me sinto bem, muitas vezes me sinto feia, gorda, infeliz e por aí vai. Daí, a gente olha na mídia e fulana de tal pariu há poucos meses, menos do que eu, e já voltou à forma... 
Nessas horas, sim, dá vontade de ser um avestruz, achar um buraco, entrar e ficar lá para sempre. Que horror, né? Eu sei. Mas isso se chama escravidão por causa da mídia. Essa mídia podre que faz da minoria o padrão a ser seguido pela maioria. Mas essa maioria não pode seguir isso e nunca será como essa minoria - minoria que tem dinheiro, não podemos esquecer. 
Aquela fulana de tal que já está linda e maravilhosa com seu bebê tem dinheiro, faz mil tratamentos estéticos, tem diversos profissionais à disposição para restringir sua alimentação e matá-la de tanto fazer atividade física e, provavelmente, uma (ou várias) babá que cuida do seu filho...
Diante desse desabafo, sem desmerecer as mães famosas, eu digo que mães guerreiras de verdade somos nós que não temos uma conta bancária recheada e que nos viramos como podemos para educarmos e amarmos nossos filhos, que emagrecemos, voltamos ao peso de antes da gravidez, OU NÃO, e somos amadas por nossos maridos e amigos não pela beleza física, mas pelo que somos por dentro, pelo nosso caráter... Meu marido, com todo amor e carinho, diz que estou linda, mesmo que eu não esteja como ele e eu gostaríamos... mesmo com todas as minhas celulites, estrias, cabelos que não param de cair, algumas manchas na pele que ficaram da gravidez, com as unhas por fazer, com a pele ressecada... 
Nós somos mães-polvos que fazemos tudo o que fazíamos antes e agora cuidamos da nossa cria. Nósss, não as mil e uma babás. Nada contra as babás, viu?! 
Eu não estou aqui crucificando as famosas, não é isso... mas sim essa mídia que nos trata a todas como farinha do mesmo saco. Mas não, somos todas diferentes umas das outras, a começar pela condição social que não nos permite pagar todos aqueles tratamentos estéticos para ser uma Angélica da vida que teve três filhos e fica magérrima, esbelta...
Bom, já entro na minha calça jeans preferida, apesar de ficar um pouco apertada ainda, aderi às blusas mais larguinhas que combinam mais com meu novo estilo mãe de ser, uso mais sapatilhas do que sandálias altas, enfim... estou me adaptando ao meu estado estético atual! Estou tentando ser feliz em relação ao meu corpo, mas sei que isso não pode ter tanta importância, pois o corpo morre um dia... e a coisa mais importante dessa vida é a minha filha linda e maravilhosa e por ela eu faria tudo novamente...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Contra o tempo...

Já faz quase dois meses que não escrevo. Não é falta de assunto, só de inspiração para reunir tudo o que tem acontecido e transformar em algo bom de ler.
Então... minha filha está com 5 meses e 14 dias, cada dia mais linda, esperta e inteligente. Como é maravilhoso poder perceber cada passo no desenvolvimento dela. Fim de semana passado montamos o pinheiro de Natal aqui em casa. Precisava ver a delicadeza da Lívia ao tocar nos enfeites. A euforia, então, ao ver as luzinhas brilhando no escuro, era pura festa. Também montei um pinheirinho no quarto dela, com luzinhas coloridas. Aí, essa semana, levei-a ao quarto para trocar a fralda, e como ela estava meio sonolenta por recém ter acordado, acendi o pinheirinho e também o abajur. Quando chegamos no quarto, ela olhava para o pinheirinho e virava o rostinho para o outro lado e olhava o abajur. Parecia que estava se perguntando porque mudei o abajur de lugar. Aí eu expliquei para ela que coloquei o abajur na cômoda porque junto com o pinheirinho ficaria muito apertado. 
Sem contar que a Lívia está indo para a creche desde 01 de novembro. Por enquanto só à tarde. E no meio da tarde vou lá amamentá-la. Confesso que essa parte é um pouco difícil, pois como não tem um local apropriado para amamentação na escola, estou sofrendo um pouco com dores das costas. O primeiro dia de creche eu chorei ao sair de lá. O segundo dia, a Lívia chorou um pouco, mas a partir do terceiro, só alegrias!
Tem dias que ela nem quer mamar direito na creche... creio que seja por causa da curiosidade de ver as coisas em volta e também porque não há mais tanto interesse em ficar "pendurada" na mãe. Li em alguns artigos na internet que se com o passar do tempo o bebê não tem mais tanta concentração e interesse para mamar no peito, apesar da curiosidade natural, é porque aproxima-se o tempo de ele largar o peito por conta própria. Penso que o tempo da Lívia deve estar chegando, pois esse "desinteresse", várias vezes também ocorre em casa. Esses dias, ela trocou a hora do mamá, por suco de laranja lima! heheheh
O meu tempo de voltar a trabalhar se aproxima... dá um alívio e ao mesmo tempo uma dor no coração, pois às vezes cansa de ficar só em casa, mas também dá um dó de saber que não terei mais meu tempo livre e disponível só para a Lívia. Mas é assim... temos que nos adaptar a tudo. E certamente ela se adapta melhor às coisas e pessoas do que eu.
Cada dia que passa, eu agradeço a Deus pela dádiva de ser mãe. Eu sempre quis ser mãe, mas nunca imaginei que fosse capaz. E sou! Quando estava grávida, dúvidas era o que mais povoavam minha cabeça. Mas foi só a Lívia nascer e as dúvidas se transformaram em capacidade para ser mãe, para amar meu bebê! 
É uma experiência única, incrível, maravilhosa, essa de ser mãe. Porém difícil e cansativa, isso também precisa ser dito. Hoje sou capaz de dar minha vida pela minha filha e tenho certeza de que a existência dela me fez e me faz uma pessoa melhor todos os dias. 


Estou quase sentando sozinha!
24/10/2012.

Então é Natal... o meu primeiro fora da barriga da mamãe!
18/11/2012.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Encontros, desencontros e reencontros...

Quero falar sobre encontros, desencontros e reencontros. 
Dia 11 de setembro foi o dia que as ex-gestantes e agora mães se reencontraram com seus bebês do 63º Grupo do Curso de Gestantes e Casais Grávidos do HU. Foi muito legal reencontrar todas e conhecer os bebês, ouvir as histórias de cada uma sobre o parto e as primeiras experiências como mãe. Emocionante. E importante poder compartilhar sentimentos e não nos sentirmos tão sozinhas nos momentos difíceis. E lembro da fala de uma mãe que disse que não podemos idealizar a gravidez, o parto, temos que conversar sobre isso da forma mais real possível para que não nos frustremos... Adorei isso que ela falou, pois só se falava em parto natural, amamentação exclusiva no peito, mas na prática nem tudo ocorre como gostaríamos, e a cesariana, a alimentação com leite artificial, entre outras, não nos fazem menos mãe... Pena que não lembro o nome da mãe que disse isso, lembro que a filha dela chama-se Nicole...
Já no dia 13 de setembro, Tiago, Lívia e eu fomos viajar juntos para Torres pela primeira vez. Deu tudo certo na viagem, fizemos uma parada para a Lívia mamar e depois seguimos em frente. Ela não reclamou nenhuma vez. Pena que tive que trocar a fralda dela dentro do carro, pois o restaurante que paramos em Tubarão não tinha trocador...
Nos dias subsequentes em Torres foi tudo tranquilo. A Lívia dormiu bem em um quarto separado, como nos foi orientado pelo pediatra, curtiu a parentada toda que mora por lá. E no dia 16 de setembro foi o batizado dela. Também deu tudo certo, apesar da minha imensa ansiedade. Foi um dia bem agitado, mas ela superou tudo numa boa. Junto com o batizado, comemoramos o aniversário do Tiago, teve bolo e tudo. Só que não tirei nenhuma foto, pois eu estava muito atordoada com a movimentação fora do comum, com a chuva, com o horário do mamá da Lívia... Coisas de mãe, né?!
No dia 17 de setembro, dia do aniversário do Tiago, fomos para Caxias do Sul visitar minha mãe... daí a Lívia conheceu minha vó, minha madrinha e meu padrinho, minha tia Valéria. A Lívia também dormiu super-bem na casa da minha mãe, e no dia seguinte voltamos para Torres. 
O dia anterior ao nosso retorno para Floripa, 19, foi bem corrido. De manhã, reencontrei a Paula Neves e conheci seu filho lindo, o Theo. Que fofura!!! À tarde, visitamos a Ina, ela conheceu a Lívia e ficou encantada com ela! À noite, fomos à casa da Vanessa e do Lucas para um jantar que a Vanessa preparou para nós e meus sogros. Uma delícia!!!
E não posso deixar de mencionar que, nesses dias em Torres, minha amiga Angela conheceu a Lívia. Também ficou encantada com minha filhota!!! Inclusive, a Angela foi comigo para eu fazer uma tatuagem no punho esquerdo... adivinha o que tatuei? Claro... o nome da minha filha.
E também houve desencontros... pois não conseguimos "mostrar" a Lívia para todos os familiares que queriam conhecê-la. O tempo foi curto e corrido... mas pra mim pareceu uma eternidade... Apesar de ter estado feliz por estar próxima de meus familiares e amigos do Rio Grande do Sul, também não via a hora de voltar para meu canto, minha casa... Pensa... tive que levar praticamente tooodas as roupas da Lívia na viagem... como ela está crescendo rápido, não quis correr o risco de alguma roupa deixar de servir na semana que estivemos fora. 
O dia do retorno foi beeeeem cansativo, dia 20 de setembro, feriado no Rio Grande por causa da Revolução Farroupilha. Então, imagina como estava a estrada? Horrível... Uma viagem que levaria cerca de 3h30min, fizemos em 7h... Claro que duas horas foram duas paradas para a Lívia mamar, mas outras duas horas foram horas parados entre Tubarão-Laguna... que  desperdício!!!
O importante é que sobrevivemos! A Lívia se adaptou super-bem, foi muito amada e bem quista por todos que a viram e conheceram-na. Eu fiquei ansiosa boa parte do tempo, principalmente quando ela ficava agitada, tinha cólica e não conseguia mamar e também senti ciúmes por tanto assédio... mas passou e agora estamos de volta!
Saldo da viagem: positivo! Aprendi a compartilhar meu bebê! A Lívia ganhou muitos presentes, mas principalmente muito amor e carinho. Tiago e eu também fomos muito bem recebidos e amados por todos!

domingo, 26 de agosto de 2012

"Bebê sem chupeta, Romeu sem Julieta..."

A chupeta ou bico, como costumo dizer, foi algo que não me preocupei em pensar e nem comprar durante a gravidez. 
Quando a Lívia nasceu, estava tranquila com a decisão implícita que o Tiago e eu tomamos de não oferecer o bico para ela. E assim foi até o terceiro dia de vida da Lívia. Foi só minha mãe chegar aqui em casa e vê-la chorar e saiu correndo para comprar... não bastou um, foram dois bicos... Eu gritei "compra ortodôntico". Chegou ela com dois, um ortodôntico e outro não. Daí toda vez que a menina chorava, a mãe metia o bico na boca da Lívia. Eu torcia para ela cuspir fora e assim era na maioria das vezes.
Eu não queria que a Lívia chupasse bico forçada, sabe... Tinha que ser uma necessidade, ou seja, ela tinha que chupar quando a fome já tivesse sido saciada, mas a vontade de sugar não. Só que minha mãe é teimosa, a Lívia também... a mãe colocava o bico, e a Lívia cuspia.
Há 10 dias a Lívia tem chupado bico diariamente. Eu não me rendi a ele, decidi que seria importante para a Lívia tê-lo como "passatempo". É que depois da consulta ao pediatra, em que ele orientou a amamentá-la de 3h em 3h e não mais de 2h em 2h, na última hora antes de chegar a hora de mamar, a Lívia começava a chorar e nada a consolava. Eu não poderia dar o peito com dó dela e contrariar o médico. Não. Ela precisava e ainda precisa aprender a esperar a hora certa de mamar. Ela não pode passar de um bebê lindo e gorducho para um bebê gorducho e doente... Foi então que o bico entrou na rotina. Toda vez que está perto da hora de mamar, faltando uma hora ou menos, a Lívia tem chupado o bico... mas não é algo tranquilo. Geralmente tem que pegá-la no colo na posição de mamar, e ficar segurando o bico na boca dela para ela não cuspir. 
Eu ofereço apenas o bico ortodôntico, pois dizem que é o mais adequado (não pesquisei, só ouvi falar). E o outro está guardado de recordação da insistência da minha mãe.

25 de agosto de 2012
(Não sei como tirar essa marca).

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O que usar no seu bebê

A intenção não é fazer propaganda de produtos, até porque não estou ganhando nada com isso, só quero ajudar algumas mães com seus bebês. Falarei na primeira pessoa do plural, pois essas experiências foram vividas junto com meu marido, então falo por ele e pela Lívia.

  • Fraldas
Esse item é essencial na vida de um bebê. A Lívia usa Pampers desde que nasceu (hoje ela está com 2 meses e 12 dias). No primeiro mês, praticamente usou o tamanho RN. Também testamos a fralda da marca Turma da Mônica, mas não gostamos, pois tivemos a impressão de que o xixi e o cocô não eram absorvidos, ficavam molhados tocando a pele da Lívia. No período que ela usou essa fralda, ela teve assaduras... não podemos comprovar se a assadura foi por causa da fralda, mas nunca mais compramos Turma da Mônica por precaução.

Como a RN começou a apertar as perninhas da Lívia e começou a vazar cocô com frequência, tivemos que trocar para um tamanho maior. Tentamos "P" da Pampers, mas ficou larga nas pernas. Lendo a embalagem da fralda, percebemos que havia outro tamanho de fraldas antes da P feito para bebês recém-nascidos, o tamanho XP. Perfeito. É para bebês com até 6Kg. A Lívia está usando desde então, mas já começa a apertar a barriguinha. O próximo tamanho será P dentro de algumas semanas.

  • Assaduras
Quando fiz o Curso de Gestantes e Casais Grávidos do HU, foi-nos orientado a não usar creme contra assaduras se o bebê não tivesse nada. Ok. Seguimos a orientação +ou- nos primeiros dias de vida da Lívia fora da barriga. Mas a pele da Lívia começou a ficar vermelha, então, minha mãe pediu uma pomada. Dei a ela uma cuja fórmula continha óxido de zinco e nistatina. Passamos na Lívia até a primeira consulta com pediatra (Lívia tinha 9 dias). Ele falou que pomada contendo nistatina só quando houver fungos provocando as assaduras, então ele recomendou Hipoglos ou Bepantol Baby. Passamos a usar Bepantol como prevenção.

A Lívia chegou a ter assadura bem feia, ia e voltava. Na segunda consulta, o pediatra analisou e indicou pomada com nistatina, pois havia fungos, por 12 dias. Após esses dias, a assadura curou e passamos a utilizar outra pomada preventiva - Weleda Baby. É ótima, dessas "naturebas", não testada em animais, por isso custa cerca de três vezes mais do que as que citei, e o pediatra aprovou.

Os lenços umedecidos (Johnson) que temos, eu uso quando a Lívia faz muito cocô, apenas para retirar o excesso e não uso dentro da região genital/anal. Sempre uso algodão com água para limpeza na troca de fraldas.

  • Alimentação
Minha filha é alimentada exclusivamente com meu leite materno. Tempo da mamada: de 30 a 40 minutos no máximo. Intervalo entre mamadas: 3h/3h durante o dia. Tempo e intervalo orientados pelo pediatra. À noite: livre demanda (geralmente a Lívia acorda apenas uma vez de madrugada) respeitando tempo máximo da mamada orientada pelo pediatra.


  • Cólicas
Quando a Lívia tem cólicas, damos umas 4/5 gotinhas de Milicon (simeticona), se o desconforto não passa mesmo ela ficando de barriga para baixo. Mas o que e como usar deve ser orientado pelo pediatra.




No mais, seu bebê vai precisar estar quentinho quando estiver frio; refrescado quando calor; confortável para se alimentar e para dormir, então evitar deixá-lo dormir muito tempo no colo para que não se acostume demais, mas principalmente para não ter um sono tenso. O bebê também precisa dormir relaxado. Acima de tudo, seu bebê precisa ser amado, sentir-se amado e seguro para ser feliz.

Nossos filhos (não) são nossos filhos...

Cada dia que passa minha filha está mais linda. Sou suspeita para falar, mas é minha missão amá-la, admirá-la, educá-la, protegê-la etc etc etc... Vê-la "conversar" com seus gritinhos, sorrisos e balançar de pernas e braços quando estamos trocando a fralda ou dando banho ou quando ela vê desenhos é maravilhoso, pois percebo que ela é perfeita e saudável... Além disso, ela já tem vontades, expressa sentimentos (de dor, de fome, de satisfação, de incômodo, enfim...) e reconhece a mim e ao Pai Tiago Santos. Não posso negar que a maternidade é uma missão que cansa, pois nesses 6 primeiros meses de vida da Lívia fora da minha barriga, eu viverei quase que exclusivamente para cuidá-la e educá-la. É quase mesmo, pois ainda preciso dormir, comer, tomar banho, ir ao banheiro, cuidar de algumas coisas da casa. Pena que há quem diga que bebês/crianças não entendem o que dizem ou fazem os adultos. Está enganado quem pensa assim, pois esses seres pequeninos, apesar de muito dependentes dos seus adultos, entendem e registram tudo o que ocorre a sua volta, só que a sua maneira. O inconsciente registra tudo e no futuro se manifestará em sua personalidade. Falo isso como mãe, como pedagoga e como espírita. Enquanto escrevo essas linhas, minha pequenina está aqui no sofá do meu lado, vendo desenhos coloridos, chutando minha perna e "reclamando" atenção, pois sua fralda tem cocô. Essa é a beleza do ser humano, da maternidade... ter um ser sob sua responsabilidade, que vem da união de duas pessoas, que sai de dentro de você... um ser que te domina emocional e fisicamente por toda a sua vida, mas que não lhe pertence, pois nossos filhos são um pouco nossos, são do mundo e pertencem a Deus!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Amamentar e regurgitar...

Hoje a Lívia está com 47 dias de vida fora da barriga. Uma mocinha linda, gorducha e cada dia mais amável!
Enquanto minha florzinha dorme, resolvi escrever um pouco sobre amamentação e regurgitação.

AMAMENTAÇÃO
Amamentar é um ato de amor. Desde o primeiro momento que me imaginei mãe, me imaginei amamentando no peito. É um ato de doação da mãe para o bebê, não só do alimento que o nutre - leite, mas também de amor, carinho, cumplicidade, afeto. É o vínculo mais forte que há entre a mãe e seu bebê após o nascimento dele. 

É importante dizer, no entanto, que amamentar não é fácil. É uma tarefa que exige paciência infinita. 

Quando o bebê nasce, o primeiro leite que vem é o colostro, o mais "porreta" para deixar o bebê forte e imune contra um monte de doenças e alergias. O meu colostro já estava armazenado e saía dos seios antes mesmo de a Lívia nascer. Mesmo fazendo parto cesariana, tive um trabalho de parto longo, então provavelmente os hormônios desse trabalho facilitaram a descida do leite, possibilitando que a Lívia mamasse desde o primeiro momento em que esteve comigo, ainda na sala de recuperação. O colostro era transparente e depois ficou bem amarelo. Com o passar dos dias, o colostro "se transformou" em leite. O branquinho mesmo. E esse leite é dividido em três partes fundamentais para o bebê: 1ª: água e açúcar, 2ª: proteína e 3ª: gordura. Dessa forma, o bebê precisa mamar todas essas partes do leite para que cresça saudável e ganhe peso. Por isso que o correto é dar apenas um peito por mamada para o bebê. E quando ele ainda não esvaziou esse peito, dar o mesmo peito da mamada anterior na próxima mamada para que o bebê o "esvazie", ingerindo o leite com gordura. 
Abrindo um parêntese: no meu caso, não houve ainda peito totalmente vazio, sem leite algum. O meu peito fica "vazio" quando a Lívia mama até ele ficar bem molinho e murcho, sem nenhum "carocinho", mas sempre sai um pouco de leite. Isso eu li num artigo na internet (não lembro a fonte) e confirmei na prática. Como eu produzo muito leite - segundo uma médica que me atendeu na emergência, eu poderia amamentar trigêmeos, já que meus peitos foram feitos para amamentar - a Lívia não dá conta de esvaziar numa mamada, então ela mama pelo menos duas vezes no mesmo peito. Tento uma terceira vez, mas é difícil, pois o outro peito que está à espera dela já fica estourando de leite. Então, ela geralmente mama duas vezes no mesmo peito e passa para o outro na próxima mamada. Quando um peito está muito, mas muito cheio, sou obrigada a ordenhá-lo, assim a Lívia mama com mais facilidade e não fica leite retido no peito. O leite retido pode gerar dores, dificuldade para o leite sair, empedramento do leite e até mastite. Fecha parêntese.
Sobre a paciência. A amamentação exige paciência. No começo da amamentação principalmente, pois tanto o bebê como a mãe precisam aprender como se dá esse processo. O bebê precisa aprender como se pega a mama (não só o bico, mas boa parte da aréola junto - como as minhas são muito grandes, não ficam totalmente na boca da Lívia), e a mãe aprender a perceber se a pega está correta, ela também precisa aprender a tirar a mama da boca do bebê (colocando o dedinho dentro da boca do bebê e puxando o bico para fora para que ele não o machuque), precisa saber posicionar o bebê corretamente para mamar. 
Aprendindas essas coisas, é necessário que a mãe se dedique para a amamentação, sentando em um local confortável, sem muita "turbulência" e fique atenta a seu bebê. Eu dou de mamar no meu quarto, tanto na poltrona de amamentação como na cama, e também no sofá da sala, com ou sem televisão ligada (quando ligada, eu controlo o volume de acordo com o programa que está passando). Se é dia, mantenho janelas abertas e luzes acesas, se é noite, mantenho apenas um abajur ligado ou uma outra luz não tão forte. 
Sobre o tempo de amamentação: relativo. Tudo depende do bebê. No começo, a Lívia mamava entre 5 a 15 minutos e dormia pesado. Não adiantava fazer cócegas nos pezinhos, mexer com ela, balançar... nada... ela dormia. Só trocando a fralda para ela acordar. Hoje, ainda ocorre de ela mamar 15, 20 minutos e dormir, mas como já sei que ela mama pelo menos meia hora para "aguentar" mais tempo dormindo, eu tento acordá-la ou espero ela "se lembrar" e acordar e pegar o peito de novo. Ela mama meia hora, 40 minutos, uma hora... depende do horário, da fome. Percebi que ela mama uma hora ou mais no início da noite, quando o Tiago já está em casa. De madrugada, ela tem acordado uma vez para mamar, então eu troco a fralda primeiro e depois eu a amamento. Antes eu a amamentava primeiro, mas ocorria de ela mamar pouquinho tempo e dormir. Daí eu trocava a fralda - ela regurgitava durante a troca - para depois continuar amamentando, só que ficava muito cansativo para mim e para o Tiago, pois o tempo acordados se prolongava muito. O Tiago ajuda fazendo a Lívia arrotar. Ainda estou aprendendo nesse processo... a Lívia também, mas já posso dizer que amamentar é muito bom, é gratificante, um ato diário de fortalecimento de vínculo com minha filha. 
Ah, já estava esquecendo... a Lívia mama, geralmente durante o dia, de 2h em 2h ou de 3h em 3h. À noite, antes de dormir, acontece de ser de 1h em 1h... E quando resolvo sair com ela para passear por aí, milagrosamente o anjo da guarda dela faz com que o intervalo fique de 3h em 3h, então ela mama, arrota, eu troco a fralda e então saímos, para aproveitar o "tempo livre" ao máximo. Mas sempre estou preparada para amamentar em qualquer lugar que eu esteja com ela, pois onde eu vou, ela vai junto.

REGURGITAÇÕES
Bebês regurgitam. As regurgitações variam em quantidade de leite e de vezes no dia. A Lívia regurgita, e é algo que me preocupa. Também me chateia quando dá um banho de leite nela e em mim, fazendo com que se pare tudo e se troque as roupas dela e minhas. Por isso que ela está seeeempre com um babeiro, uso um paninho de boca na hora de amamentar e para secar as regurgitações e uma toalhinha para colocar na pessoa que a fará arrotar. Massss... mesmo com todas essas "barreiras", não há garantias de que se saia completamente limpo dessa jogada! ;)
Na maternidade, ela regurgitava uma gosma amarela, por causa da cor do colostro. Em casa, ela regurgita o leite recém mamado ou uma gosma branca com cheiro de azedo.
Nas duas consultas da Lívia ao pediatra, uma com 9 dias e outra com 1 mês e 9 dias, eu perguntei a ele se era normal ela regurgitar tanto, ele disse sim. Normal e muito comum na maioria dos bebês. Como ela está crescendo e ganhando peso com saúde, não há com o que se preocupar. Ele orientou a deixar o berço um pouco elevado na cabeceira. Claro que antes das consultas, já li em artigos na internet (sem fonte) que é normal desde que o bebê não chore após a regurgitação. Ou seja, ele não está com o organismo irritado de regurgitar (o que poderia ser refluxo). O bebê regurgita porque mamou leite em excesso ou uma bolha de ar que ele ingeriu mamando sai e empurra leite junto. A mãe não precisa se preocupar. Só ter paciência (mais uma vez) para limpar as babinhas azedas ou até mesmo trocar a roupa toda do bebê mais de uma vez por dia! Sempre coloco a Lívia para dormir de lado, para que o excesso de leite saia com facilidade e diminua o risco de ela se afogar caso ela venha a regurgitar.

SOFRIMENTOS NA AMAMENTAÇÃO
Passei por dois momentos bem sofridos no processo de amamentação. Tive fissura e mastite.
A fissura foi na primeira semana de vida da Lívia... aquela história de mãe e o bebê aprenderem a pega correta do bebê no seio. Algo deu errado nesse início e meu seio fissurou. Foi horrível, quando ela pegava o peito para mamar, eu chorava de dor. Fui à emergência, e o médico mandou eu usar 'Mamare' e conchas de amamentação.
Quando a Lívia estava com 1 mês de vida, eu tive mastite no mesmo seio. Por algum motivo, as glândulas mamárias inflamaram e tive dores, vermelhidão no seio e febre alta. A febre caracteriza a mastite. Fui novamente à emergência. A médica receitou medicamento para dor/febre, anti-inflamatório (3 dias) e antibiótico (7 dias).
No quarto dia após o fim do tratamento com antibiótico, senti dores no mesmo peito. Achei que fosse mastite novamente, mas não era, pois não havia febre. Fui à emergência mais uma vez, e a médica constatou que há muita produção de leite para pouca demanda, ou seja, a Lívia não consegue dar conta sozinha de todo o leite que tem para ela. Dessa forma, a médica mandou eu tomar anti-inflamatório, ordenhar sempre que necessário, fazer gelo no peito para diminuir a produção de leite.

Observação importante: nos três casos citados não deixei de amamentar a Lívia. Amamentar no peito "problemático" é uma forma de ajudar a curá-lo e sempre recomendado pelos profissionais de saúde.

Bom... acho que era isso que eu tinha para dizer. Muitas dúvidas ainda circulam em minha cabeça, então não tenho tanta propriedade para me prolongar no assunto, quem sabe daqui alguns meses eu possa falar de novo sobre amamentação e regurgitação.

Aqui vão algumas fotinhos para curtirem esse ato mágico que é amamentar.

Primeira mamada da Lívia - 09/06/2012 - maternidade.

 Em casa, dia 14/06/2012. Lívia com 05 dias.

Em casa, dia 17/06/2012. Lívia com 08 dias.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Lívia: primeiras impressões

18 dias após o nascimento da nossa pequena Lívia e estou aqui para escrever como são as primeiras impressões dessa nova vida.
  • TRABALHO DE PARTO E PARTO
Começou à uma da manhã do dia 09 de junho. Tudo certinho, contrações ritmadas, bolsa estourada, evolução da dilatação do útero. Mas não foi possível fazer parto normal, então optei pela cesariana e minha linda e amada filha veio ao mundo às 10h48min com 47cm e 3,040Kg. Não me arrependo de nada.
  • PRIMEIRA VISÃO DA MINHA FILHA
Eu sofri muito no trabalho de parto. Estava exausta, pálida e fraca quando fui para o centro cirúrgico. Na mesa de cirurgia, a médica disse "acabou", ou seja, minha filha nasceu. O médico anestesista baixou o pano e vi minha filha pela primeira vez... o choro tomou conta de mim juntamente com a emoção. O momento mais feliz da minha vida. Inexplicável. Vai ficar guardado para sempre na minha memória.
  • MARIDO E PAI
O Tiago esteve presente comigo durante todo o trabalho de parto. Ao contrário do que ele sempre dizia, ele conseguiu me dar muita força, segurança e tranquilidade mesmo em meio às secreções que meu corpo expelia durante o trabalho de parto. No centro cirúrgico, ficou ao meu lado me apoiando. Meu marido é um anjo em vida, maravilhoso. E quando nossa pequena nasceu, ele estava lá para acompanhar os primeiros procedimentos com ela. Segurou-a e acolheu-a com muito amor. Ficamos os três na maternidade nos curtindo, e o Tiago se mostrou um PAI ESPETACULAR. Ao contrário do que algumas pessoas nos disseram, o Tiago me surpreendeu e me ajudou muito na maternidade e durante a licença-paternidade dele, que durou 10 dias úteis. Obrigada, meu amor, Tiago!
  • A PRIMEIRA MAMADA 
Desde o último trimestre da gravidez, eu percebi que meus seios produziam um líquido ora transparente, ora amarelo - o chamado colostro. Como fiquei muitas horas em trabalho de parto, certamente os hormônios facilitaram a descida rápida do colostro. Então, ainda na sala de recuperação, enquanto eu aguardava passar o efeito da anestesia, minha filha foi posta nos meus braços e mamou pela primeira vez. Fiquei muito feliz e satisfeita por saber que meu corpo estava alimentando minha filha. E o Tiago esteve com ela nos braços dele até o momento em que a enfermeira autorizou que ela viesse mamar. Era lindo ver os dois se conhecendo, conversando... Emocionante.
  • EM CASA
Voltamos para casa no dia 11 de junho pela manhã. Meus sogros estavam na nossa casa nos esperando ansiosamente, minha sogra preparando o almoço. Eles vieram para Fpolis no feriadão com o intuito de ver minha barriga, mas a menina resolveu sair da barriga com 39 semanas de gestação, então eles puderam curtir os primeiros momentos da primeira netinha que chegara. Quando cheguei em casa, eu ainda estava inchada, esquisita por causa da cesariana e dos remédios... e também "chocada" com a nova realidade diante dos meus olhos. Minha filha estava fora do meu espaço! Não me senti em casa quando chegamos. Eu estava deslocada, não sabia o que fazer... dormir, comer, pegar a Lívia. Eu não sabia que atitude tomar. Deitei para descansar, mas logo levantei. Almocei sem fome. E assim que minha pequena chorou, fui acudi-la e amamentá-la. Logo no começo da tarde, meu pai, minha mãe e minha irmã chegaram. Naquele momento, eu estava trocando a fralda da Lívia. Foi uma loucura. Todos no quarto dela me observando. Eu estava tranquila, mas aquele monte de gente foi me dando um mal estar. Eu queria estar sozinha com ela num momento tão íntimo. Foi a primeira troca de fralda em casa. Meus sogros foram embora. Meus pais e irmã ficaram e novos sentimentos brotaram.
  • ADAPTAÇÃO
No dia 12, meu pai e minha irmã foram embora. Meu pai estava surpreso com tamanha habilidade do Tiago em relação à Lívia: o Tiago a segurava, enquanto olhava TV e usava o computador. Meu pai também me parabenizou pelo meu novo adjetivo: "mãe" e pelas habilidades que eu estava demonstrando. Minha irmã estava toda boba, pois de irmã ela passou para tia e dinda oficialmente. Alegria enorme dos dois. Minha mãe ficou para me ajudar com a Lívia e com as tarefas domésticas, já que eu estava (e ainda estou) me recuperando da cirurgia e estou em quarentena. Nós três, mãe, Tiago e eu, começamos a conviver com mais um serzinho em nossas vidas, nos enchendo de alegrias e expectativas. A Lívia é um doce e foi nos mostrando o quanto somos capazes de nos adaptarmos a novas situações e despertar habilidades que nem imaginávamos ter. Eu me descobri uma pessoa mais paciente e serena diante de choros desesperados da Lívia. Não era possível ficar nervosa com o choro dela, pois essa é a única forma de se comunicar dela no momento. Também me surpreendi com a destreza que tive para dar banho na menina. Sim! Eu dei banho nela desde o primeiro dia em casa... em meio aos choros de aflição da minha mãe por ver a Lívia chorar. A partir disso, a mãe decidiu não acompanhar os banhos da Lívia... e foi a melhor coisa que aconteceu, pois eu ficava nervosa com ela e não com minha filha. O Tiago e eu, então, todos os dias nos dedicamos a dar banho na nossa filha. A troca de fraldas é tranquila, mas o Tiago e eu já fomos premiados com xixi e cocô fora da fralda, nas mãos, no chão e até na minha roupa!!! Nessas horas, basta-nos rir!!! A partir desta semana (25/06 em diante), a Lívia está dormindo no carrinho, só que no nosso quarto. Estamos nos acostumando com ela perto, pois até então ela ficava dormindo em outro cômodo da casa na companhia da minha mãe e quando a Lívia chorava, ela trazia a menina para eu amamentar e depois a levava de volta para o Tiago e eu dormirmos. Mas minha mãe vai embora no fim da semana, o Tiago já voltou a trabalhar e, tanto ele quanto eu devemos nos adaptar com a mamada noturna da nossa filha. Já foram dois dias, o segundo foi mais difícil, mas tenho pensado em um dia de cada vez, assim fica mais fácil para encarar a nova rotina. A adaptação vai durar para sempre, pois a Lívia é um ser humano diferente de nós e a cada dia nos mostrará coisas novas com as quais teremos de lidar para poder educá-la!

Bom... por hoje é isso, até porque está difícil digitar com uma mão apenas, já que a Lívia acordou com fome  no meio da postagem!

Em breve, quero escrever uma postagem sobre a amamentação e sobre as regurgitações da bebê.

Beijos felizes a quem ler este texto!


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Reta final

"Eu conto os dias, conto as horas pra te ver, que eu não consigo te esquecer..."
Essa letra de música expressa exatamente o que venho sentindo neste último mês, principalmente após o ensaio fotográfico que o Tiago e eu fizemos com a barriga (com 36 semanas).
Antes de tirar as fotos, cheguei a sonhar umas duas vezes que a Lívia tinha nascido sem registrar a barriga de forma especial. Depois que fizemos o ensaio, falei: "Agora a Lívia pode nascer!"
No último ultra-som, realizado dia 24/05, nossa pimpolha estava medindo 47cm e pesando 2,8Kg. E, desde o começo da gravidez, ela está se desenvolvendo com muita saúde.
Isso realmente me deixa muito feliz e de consciência tranquila, pois não é fácil ser uma grávida 100% saudável. E não fui. Abrindo parêntese: isso já é difícil não estando grávida... imagina com um bebê na tua barriga e um monte de pessoas e situações te tentando com comidas deliciosas? Fechando parêntese.
Teve momentos que só fiquei em casa sem fazer nada (depois de chegar do trabalho, é claro), eu me refiro à atividade física, mas depois das férias de janeiro/fevereiro retornei ao Pilates e pretendo continuar até o último momento possível de gravidez; também teve muitos dias que fiz mil coisas aqui em casa (limpeza, arrumação, mexe daqui e mexe dali); bebi refrigerante normal e light (uma vez tomei uma garrafinha dessas de H2O sozinha, mesmo sabendo que não era recomendável); usei adoçante raras vezes; comi muito sorvete, muito doce de leite, leite com achocolatado em pó então... praticamente tomo todos os dias, pois não gosto de café; comi pouca salada, em compensação tenho caprichado nas frutas da estação por gosto e para manter meu intestino regulado. Enfim, muitas coisas que comemos ou deixamos de comer deixam qualquer médico ou nutricionista de cabelo em pé, mas todos os exames de sangue, ultra-sons, medições de pressão arterial, etc, demostraram que a Lívia e eu estamos saudáveis. 
Alguns médicos diriam que estou acima do peso, pois geralmente eles orientam que uma grávida deva engordar, no máximo, 11 Kg. Só que isso me indigna, pois cada mulher é diferente, e essas orientações são generalistas e aplicadas em nós como se fôssemos cobaias.
Pela Curva de Atalah (gráfico para avaliação do estado nutricional das gestantes, que leva em conta o peso, a altura e a idade gestacional e que eu citei na postagem "Divino"), continuo dentro da faixa adequada de peso. Meu IMC hoje é 26,7.
Mas estou escrevendo para dizer que apesar de essas últimas semanas parecerem infinitas, como me alertou a amiga Daniele, está sendo maravilhoso levar a Lívia no meu ventre. Agora que já estou com 38 semanas, qualquer hora pode ser a hora da Lívia chegar, e eu penso nisso a cada instante.

Berço pronto para a chegada da Lívia! 03/06/2012.

Família unida! 36 semanas. 19/05/2012. 
Foto: Michel Souza.

terça-feira, 29 de maio de 2012

DICAS DE ETIQUETA PARA VISITAS A RECÉM-NASCIDOS


1. Espere um tempo depois do nascimento para programar sua visita. AVISAREMOS a melhor época com a mãe.

2. NUNCA, mas NUNCA MESMO, chegue sem avisar. Você pode
encontrar a mãe descabelada, desarrumada, às voltas com cuidados com o bebê, e certamente a sua visita nesse horário irá estressá-la bastante.

3. SEMPRE ligue para combinar um horário e ligue imediatamente antes para confirmar se o momento é adequado. O horário deve ser o conveniente para mãe e bebê, e não para você. CHEGUE NO HORÁRIO COMBINADO, não se atrase nem se antecipe.

4. NÃO PEÇA PARA PEGAR NO BEBÊ. Além de você trazer os germes da rua, o que pode preocupar algumas (várias) mães, você corre o risco de ela dizer "Não" (com toda a razão) e você ficar sem graça. Também não toque ou beije o bebê, pelo mesmo motivo.

5. SE a mãe permitir e você for segurar o bebê, lave bem as mãos.

6. Não queira acordar o bebê, e tampouco esticar a visita até que ele acorde, o que pode prolongá-la indefinidamente e impacientar a mãe. A prioridade é o conforto do bebê, que deve dormir sossegadamente.

7. A visita deve ser curta, no máximo 30 minutos, a menos que expressamente a mãe convide você para ficar. Deixe para por o papo e colocar as novidades em dia em outra ocasião. Prolongar a visita irá interferir na rotina da casa e perturbar os cuidados com o bebê.

BOA VISITA!!!

Do livro "NA SALA COM O BEBÊ", de Melania Amorim.

sábado, 12 de maio de 2012

Preparativos para a chegada da Lívia.

35 semanas de gestação.


A Lívia está sempre dando sinais de vontade própria na vida intra-uterina. Antes mesmo de sair da barriga, ela já mostra que tem certa autonomia. Fiquei pensando nisso hoje. Ela movimenta-se vigorosamente em determinados momentos e horários do dia. Geralmente quando vou ao banheiro à noite; quando vou trabalhar dirigindo - tenho a impressão de que ela não gosta de trânsito como eu, pois fica embolada e me causa grande desconforto; nas primeiras horas da manhã quando estou no trabalho; após o almoço; quando fico muito tempo sem me alimentar; em situações incomuns - como hoje que tinha música muito alta e diferente do que eu costumo escutar, ela chegou até me assustar com os movimentos bruscos... Enfim, essa mocinha smpre dá um jeitinho de mostrar a mim, principalmente, que está presente!
Como já manifestei outras vezes, é muito bom senti-la dentro de mim e, provavelmente, sentirei falta dessas sensações depois que ela nascer. Mas tudo tem seu propósito...
Estou no fim da gestação e certas coisas já estão providenciadas, como o quarto, as roupas de cama, os produtos de higiene, exceto a poltrona de amamentação que ainda não chegou. Essa semana lavei e passei todas as roupas da Lívia, as de cama só lavei. Ainda tem algumas peças "perdidas" que eu não quis lavar ainda, mas logo, logo o farei. Agora falta sentar e arrumar a bolsa para a maternidade. Convidei o Tiago para me ajudar nessa tarefa... 
Ahhh... as fraldas também já estão organizadas!!! Fizemos três chás de fraldas (um aqui em casa, um no meu trabalho e um no trabalho do Tiago) e ganhamos 74 pacotes de fraldas!!! Muitíssimo obrigada a todas as pessoas que nos ajudaram, contribuíram com fraldas e presentes e principalmente pelo carinho que nos foi dado.

Recapitulando... o que falta fazer para a chegada da Lívia:
  • Lavar e passar as últimas peças de roupas;
  • Passar as roupas de cama;
  • Aguardar a chegada da poltrona de amamentação;
  • Organizar a bolsa para a maternidade (para a Lívia e para mim);
  • Arrumar o berço com o kit;
  • Montar o carrinho;
  • Deixar o bebê conforto pronto para ser instalado no carro;
  • Fazer o ensaio fotográfico "da barriga";
  • Fim?
Acho que é isso. Se eu me lembrar de mais alguma coisa, certamente anotarei num papelzinho por aí. A consulta com o pediatra já está agendada... isso que é mãe precavida! E já estou de olho em uma creche aqui por perto da minha casa para quando minha pimpolha precisar! heheh 
Bom... por hoje é só. Para finalizar, deixo uma fotinho do Tiago, mostrando as fraldas e presentes que foram dados à Lívia pelos colegas de trabalho dele.



terça-feira, 1 de maio de 2012

Últimos acontecimentos.

33 semanas e 3 dias de gestação.
Quinta-feira passada, 26/04, foi o último encontro do Curso de Gestantes e Casais Grávidos do HU, enquanto grávidas! Foi muito legal, nós visitamos o Centro Obstétrico do HU, assistimos uns vídeos de parto e amamentação, fizemos um lanche e depois o amigo secreto da barriga! Eu tirei a Rosana, que está esperando o Vicente chegar. Ela está com uma semana a menos que eu de gestação. E a Milene me tirou. Fiquei tão feliz... ela disse "se não fosse pela Morgana, eu não estaria aqui!" A Milene trabalha comigo e está grávida de 5 semanas a menos da Cecília que virá em julho. Conheci mulheres bacanas passando por um momento muito especial na vida, assim como eu. Além de poder aprender algumas coisas sobre gravidez e bebês com as profissionais responsáveis pelo curso. Nosso reencontro será dia 11 de setembro, às 15h, no HU, com nossos/as bebês!!! 
No dia 21 de abril, foi o Chá de Fraldas da Lívia. Passei março e abril na expectativa por esse dia. Fiz os enfeites para as mesas, montei os cachepôs com as flores, providenciei as letras "Chá de Fraldas - Lívia", o Tiago e eu escolhemos algumas fotos da gravidez, e ele providenciou as impressões, a Daniele, a Dani e eu fizemos as lembrancinhas, escolhi os comes e bebes, a Danika encomendou e trouxe um bolo delicioso (Dois amores - chocolate branco e preto) e também emprestou (da mãe dela) as toalhas de mesa e cobre manchas, o Pai ficou de anfitrião em Itapema para receber minhas/meus convidadas/os (Thayná, Angela, Mãe, Vó, Valéria, Lucas, Loren, Sônia, João, D. Benta, Lucas, Vanessa, Sabrina, Victor e Vinicius), o Tiago me dando suporte emocional e companhia todos os dias, as Danis sendo a Comissão Organizadora do Chá e a Angela minha maquiadora! Bom... fiz tudo com muito amor para receber amigas e familiares e proporcionar algumas fraldas para nossa pequena Lívia! De certa forma, eu fiz isso para a Lívia também, pois a todo momento fiquei pensando que no futuro vou mostrar a ela as fotos e lembranças desse dia tão especial e feliz. Deu tudo muito certo. As fotos estão no facebook. O que muito me emocionou foi depois do chá, no dia seguinte, quando o Tiago e eu fomos rever os presentes, contar as fraldas e também ver os bilhetinhos deixados para a Lívia e para mim. A emoção foi tão grande que choramos abraçados, felizes. Claro que foi cansativo, mas tudo valeu muito a pena. Foram momentos maravilhosos! E quero agradecer pela ajuda e presença de todas as pessoas que vieram ao Chá!!!
Para finalizar esta linha do tempo não cronológica, dia 24 de abril foi o exame de ultrasson. Eu estava bem ansiosa para ver minha mocinha novamente. Na verdade, eu estava com medo de que ela não fosse menina. Mas é a Lívia sim!!! Claro que o Tiago foi comigo. Vimos a boca linda em forma de coração que ela tem, o nariz parecido com o meu, pé bem grandinho, olhinhos, rostinho... tudo perfeito! E o que mais me deixou surpresa: ela terá cabelos!!! Jurava que ela viria careca, pois minha mãe, minha irmã e eu nascemos carecas! Ela, segundo minha sogra, puxou ao Tiago, que nasceu cabeludo! Nossa Lívia, no dia do ultrasson, estava com 43 cm e 1,800 Kg. "Estava" porque a cada dia ela vai crescendo, ganhando peso e altura, preparando-se para sair da minha barriga! Muito felizmente, será possível fazer parto normal! Esta última informação já é do dia 27/04, quando fui à obstetra e levei o resultado do ultrasson a ela. Agora, o próximo ultrasson é dia 24/05 e também preciso fazer os exames de sangue do último trimestre da gestação.
Bom... tudo isso é só felicidade. Esse sentimento compensa o desconforto e a azia que vêm aumentando no fim da gravidez. A companhia e paciência do Tiago só me fazem bem. Ele é minha fortaleza, meu amor. Não tenho nada a reclamar, só a agradecer.
Além de querer ver minha linda filha nos braços, falta lavar as roupas dela e arrumar a mala da maternidade para esperar sua chegada. 
É isso aí, agora preciso controlar minha ansiedade e aguardar a vontade de Deus... e da Lívia também! Assim, vou exercitando uma grande virtude: a paciência.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ansiedadezinhas...

À medida que o tempo vai passando, a barriga aumentando, o prazo se aproximando, vou ficando mais ansiosa. A Lívia já me faz feliz dentro da minha barriga. Senti-la todos os dias é um presente! Mas fico imaginando como será que ela é... seu rostinho, suas mãos e pés pequeninos, seu cheiro, seus olhos, enfim, cada parte do seu corpinho. Vai se parecer mais comigo? Ou mais com o pai Tiago? 
Ela vai ser minha filha e do Tiago, fruto do nosso amor. Só que não posso me iludir e pensar que o mundo dela seremos apenas nós dois. No começo, praticamente sim, mas não poderemos educá-la para ser nosso complemento, ela será complemento das dádivas de Deus, será parte desse mundo, portanto devemos educá-la para esse mundo. A responsabilidade pela existência dela é nossa, isso sim é o que nos cabe. 
O que eu sinto é uma ansiedade boa, não dessas que faz a gente passar mal do estômago, ter calafrios. Bom, pelo menos por enquanto não estou com esses sintomas. Estou sentindo uma ansiedade em relação ao novo que me aguarda em breve: o nascimento da Lívia. Mas é interessante pensar que desde o dia em que descobri a gravidez, cada dia é uma ansiedade diferente, algo novo que fico esperando. 
Na verdade, a vida toda é assim, nenhum dia é igual ao outro, nenhuma situação ou acontecimento. Tudo é novo e diferente a cada dia que passa. Acostumamo-nos com as coisas semelhantes que vamos vivendo, mas  jamais iguais. Não tinha me detido nisso ainda...
Vou curtir mais um tanto essa barriga que ainda tem a crescer, a me apertar um pouquinho, a mexer também, pois estou com 31 semanas de gestação. O chá da Lívia se aproxima, bem como o próximo exame ultrasson que é dia 24/04... mais umas ansiedadezinhas para darem "cor" ao dia-a-dia.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Divino...

Quase 30 semanas de gestação e a barriga já está enorme! Ainda tenho até 12 semanas pela frente. Como quero que a Lívia venha ao mundo através de parto normal, isso pode acontecer até a 42ª semana. 
Ontem fui à obstetra, Dra. Adriana, querida!, e está tudo ótimo conosco! Sem inchaços, pressão arterial normal, medida do útero normal (29 de fundo), batimentos cardíacos fetais normais... Em relação ao meu aumento de peso, ela disse para eu cuidar. Mas não vou dizer quanto estou pesando, pois estou muito satisfeita e feliz com a gestação e não vejo a hora de ver minha pimpolha no ultrassom. Claro que quero vê-la pessoalmente também, mas ainda é necessário esperar ela "amadurecer"! heheh
Voltando à questão do peso, fiz uns cálculos de IMC (índice de massa corpórea), considerando meu peso bem no início da gravidez (com cerca de 4 semanas de gestação) e o de agora. E segundo a Curva de Atalah, estou dentro do adequado. Vejam a imagem da curva e analisem meu ganho de peso.
IMC - início da gravidez: 21,8
IMC - 30 semanas de gestação: 25,7

Com esse barrigão, começo a sentir alguns desconfortos, tais como falta de ar quando caminho muito, subo muitas escadas e quando falo muito rápido; dor no estômago dependendo da posição que fico, sinto que ele está sendo pressionado pelo crescimento do útero; azia eventual; dificuldade para me virar na cama de noite; dificuldade para fechar o calçado no pé, principalmente se já for no fim do dia, de manhã é mais fácil; passo mais calor do que o normal; um pouco de dificuldade para dirigir quando estou um pouco inchada; dificuldade para ficar muitas horas sentada na mesma posição; desconforto ao usar a única bermuda de gestante que tenho, ela está ficando apertada. Mas não são coisas que façam eu querer "me livrar" logo da barriga. De jeito nenhum!!! Nada disso é tão ruim quanto os enjoos e a salivação que tive no começo da gravidez. E parafraseio palavras do meu pai, eventuais desconfortos são compensados pelas sensações, sentimentos e acontecimentos maravilhosos e divinos que a gravidez tem me proporcionado.
Ultimamente tenho tido mais medo do nascimento da Lívia à medida que esse momento se aproxima. Não é medo dela, medo de não ter condições de garantir sua existência... não é isso... é medo de algo que nunca vivi... do novo. Isso é normal, não é? 
Mesmo convivendo com pessoas que têm filhos, com minha irmã quando ela era bebê, nada será igual quando eu estiver com minha filha nos braços. Esses momentos eventuais que tive com outras crianças só me proporcionaram o lado fácil e bom de ter filhos... Com a Lívia, vou viver todos os lados de ter uma filha. 
Hoje de tarde, eu estava deitada na cama, após tomar um banho frio contra a vontade, já que o chuveiro queimou de vez, enquanto a máquina lavava a roupa, a panela de pressão transformava o leite condensado em doce de leite e um temporal se armava lá fora. Em meio a tudo isso, a Lívia começou a se mexer loucamente. Eu estava de lado, com um travesseiro sob a barriga e no meio das pernas para ficar mais confortável, e a Lívia começou se mexendo devagarinho até intensificar os movimentos, aparecendo ondulações na minha barriga. Foi tão engraçado e único. As ondas iam e vinham, subiam e desciam. Ora eram bruscas, ora suaves. Como explicar aqueles momentos de forma a tornar algo inteligível e real através de palavras? Para as mulheres que já tiveram filhos e curtiram esses momentos, creio que consigo transmitir a ideia, mas será que as mulheres que ainda não são mães e os homens vão conseguir entender, captar a ideia, imaginar o que senti? Bom... não tenho como controlar isso, pois a imaginação fica a critério do leitor. A mim, escritora do meu blog, cabe dizer que tudo isso que venho vivendo é algo Divino e abençoado! Obrigada, Deus!
02/04/2012 - 29 semanas de gestação.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Mexa-se...

Estou com 28 semanas e dois dias de gestação, aproximadamente no 7º mês. Bate uma ansiedade para querer ver minha pimpolha nos braços... e ao mesmo tempo um medo de quando isso acontecer. Seria possível tê-la nos braços e na barriga ao mesmo tempo? 
A gente fica imaginando que rostinho terá, como serão as mãozinhas e os pézinhos... se as roupinhas vão servir, se ela vai ser dorminhoca ou não... Segundo meu pai, se a Lívia puxar a ele e a mim, certamente ela será dorminhoca! Quando eu era bebê, eu era... minha mãe diz que amamentava a maternidade toda enquanto eu dormia! heheh
Bom, sei que nessa ansiedade de querer que a Lívia nasça, vou curtindo cada segundo dessa fase muito boa de tê-la na barriga. Agora não é só mais uma barriga ou barrigona... Como ela se mexe vigorosamente todos os dias e boa parte do dia, parece que a ficha vai caindo e a gente se dando conta de que há um bebê dentro do nosso corpo! Sim!!! Um bebê bem "mexeriqueiro"!!! 
Que sensação maravilhosa essa de sentir minha filha se mexer dentro de mim! Ela é bem espertinha... quando alguém coloca a mão na minha barriga ela para! Mas comigo não mais, ela continua, parece até que responde ao meu contato! 
E o mais interessante... sexta-feira (22/03/2012), eu estava deitada na cama, luz apagada, me concentrando para dormir. Quem disse que eu conseguia? Sentia uns movimentos estranhos na barriga, mas suaves, a Lívia estava quietinha, mas eu não conseguia descobrir o que era. Pensei nos batimentos cardíacos, mas eram muito lentos para serem os dela e improvável sentir assim a "ouvidos e tatos nus". Até que o sono me venceu, e, por fim, dormi. No dia seguinte, li o capítulo que tratava do 7º mês de gravidez do livro "O que esperar quando você está esperando". E em meio às características dessa fase da gestação, lá estavam os movimentos mais vigorosos do bebê e os possíveis soluços!!! Matei a charada! A Lívia estava com soluço antes de eu dormir... e até faz sentido, pois o tempo deu uma refrescada naquela noite. 
Hoje, porém, o calor voltou, não com toda aquela força da semana passada, mas estava quente. Cheguei do trabalho e deitei no sofá com as pernas elevadas para aliviar o pequeno inchaço nos pés e comecei a ler um livro. Coloquei o marca páginas sobre minha barriga, a Lívia estava "lendo" comigo. De repente, ela parou de se mexer, mas os mesmos movimentos suaves e ritmados de sexta-feira voltaram... o marca páginas subia e descia. Muito engraçado! A Lívia com soluço novamente! 
Tudo isso é maravilhoso!!! Todos incovenientes da gravidez são superados por essas pequenas coisas fascinantes que o bebê nos faz descobrir todos os dias! A Divina Providência é perfeita... e sou uma privilegiada por levar dentro de mim parte dessa perfeição. E pensar que no primeiro ultrasson a Lívia era comparada a uma pedra preciosa de um anel solitário... hoje ela já expande minha barriga ao ponto de não mais se esconder. 
Discordo do ditado "ser mãe é padecer no paraíso". Claro que ainda não passei pelo parto, que certamente é o momento mais dificultoso da gestação... Mas padecer não combina com tudo de maravilhoso que a mulher é capaz de vivenciar com seu(s) bebê(s) dentro da barriga. Há inconvenientes, como já falei, mas o lado bom os supera.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Expectativas...

Já estou com 26 semanas... a Lívia nunca mais deixou de dar o ar da graça depois do dia 23 de janeiro. Movimenta-se muito dentro da minha barriga. Isso é muito bom segundo a minha médica e segundo eu mesma, pois tenho certeza absoluta de que há um serzinho dentro de mim se desenvolvendo com muita saúde! E não venham me perguntar se o que eu sentia no começo eram borboletas voando... nunca tive borboletas dentro de mim, só sentia tremores na barriga e agora sinto empurrões bem fortes... É possível ver minha barriga mexer e senti-la também.
Estou quase chegando ao terceiro trimestre da gravidez... a barriga é indiscutivelmente de grávida e essa condição me traz muita alegria e também dores físicas... 
Canso muito fácil, basta subir uma lomba ou muitos degraus ou até falar muito que já perco o fôlego. Dores na lombar e no ciático já fazem parte da minha rotina, bem como o inchaço nas panturrilhas e pés, pois o calor tem sido muito intenso e creio que até as pessoas não grávidas estão sofrendo com as altas temperaturas e sol forte. Os pufes aqui em casa andam comigo, pois onde sento coloco as pernas para cima. Banho frio, ventilador e água gelada são essenciais todos os dias.
Com a barriga crescendo, algumas coisas estão sendo providenciadas e outras ainda não... A expectativa pela nova vida que vem por aí vem acompanhada de ansiedade, medo... sentimentos contraditórios.
O quarto da Lívia está pronto... falta o berço, que já está providenciado e, claro, terminar o enxoval.
Os preparativos para os Chás de Fraldas estão a todo vapor. Isso mesmo... "os chás", pois será um aqui em casa, outro no meu trabalho e outro no trabalho do Tiago. Vamos pedir muuuuuuitas fraldas, pois hoje passei no mercado e vi que são muito caras... Os convites estão prontos e parte deles já foram remetidos; as lembrancinhas serão confeccionadas neste fim de semana com a ajuda das amigas Daniele, Carolina e Danika; os cartõezinhos de agradecimento que acompanharão as lembrancinhas serão impressos e recortados esta semana; os salgados e alguns doces já foram pré-comprados em sites de compras coletivas; a decoração do chá já está providenciada... E para a maternidade já temos as lembrancinhas para as visitas - lindos elefantinhos de biscuit cor lilás segurando uma plaquinha escrito "Lívia".
E depois que a "cegonha" deixar a Lívia em meus braços o que vou fazer???? Vou fazer muitas coisas que nem fazia ideia e deixarei outras de lado que hoje são muito comuns na minha vida.
Inclusive, para tentar me apropriar do máximo possível de conhecimentos, estou lendo alguns livros, acompanhando artigos em sites (já comentei em outras postagens) e também me inscrevi em dois cursos para casais grávidos. Um na Unimed, que será em abril, e outro no Hospital Universitário da UFSC que começou dia 08 de março. Já estou adorando, pois somos cerca de 18 gestantes e alguns acompanhantes e podemos compartilhar de sentimentos nessa fase tão incrível da vida de uma mulher. O nosso grupo de casais grávidos do HU é o 63º. Lá podemos rir, chorar, perguntar, falar, nos expressar sem ter que ficar dando explicações para os/as palpiteiros de plantão que fazem questão de meter o bedelho onde não devem. 
Então... a Lívia está aqui se manifestando, posso sentir suas reviravoltas na minha barriga. Estou quase finalizando, mas antes quero dizer que estou muito feliz com tudo o que está acontecendo na minha vida. Agradeço imensamente a Deus por ter confiado a mim e ao Tiago a bênção de sermos mãe e pai. E quero agradecer também o carinho que tenho recebido de minhas amigas e amigos, da minha mãe, do meu pai, da minha irmã, das minhas colegas no trabalho, demais familiares e de todas as pessoas com quem eu convivo presencial e virtualmente e está acompanhando minha gravidez e nos desejando coisas boas! 
 Foto mais recente da minha barriga. 
Não lembro o dia exato, mas estava indo caminhar com o Tiago.

 Creio que essa imagem seja de Eliane Barreto. 
Fonte: http://eli-galeria.blogspot.com/ (Acesso em 12/03/2012).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Descobertas...

Confesse! As principais perguntas que vêm à sua cabeça quando você vê uma grávida são: “De quantos meses ela está?” e “É menino ou menina?”. Tudo bem, isso também vinha e ainda vêm à minha cabeça ainda hoje, isso que agora faço parte do clubinho das barrigudas!!!
Vamos ao que interessa, hoje são muitas coisas que quero contar!
No primeiro trimestre da gravidez é mais difícil descobrir qual o sexo do bebê, pois ele ainda está em formação, mas há exames mais específicos e caros que possibilitam isso ao casal. Eu não tinha a intenção de saber se o que estava dentro de mim era menina ou menino, até porque isso se revela inevitavelmente quando o bebê nasce. Preferência por sexo eu tinha, queria que fosse menino, mas no meu caso que engravidei pelo método tradicional, essa foi uma escolha que não coube a mim, mas à Natureza.
As pessoas mais próximas, e até as não tanto, deram seus palpites: “é uma menina, eu nunca erro”, “você tem cara de mãe de menino”, “hummm, deixa-me ver... é um menino, eu nunca erro”, cheguei até a fazer uma brincadeira boba que minhas amigas DaniS propuseram. Na minha ausência, elas pegaram uma colher e um garfo e puseram cada um embaixo de um travesseiro. Em seguida, pediram para eu sentar em cima de um deles. Ao ver o que tinha embaixo sairia o resultado. Eu sentei sobre o travesseiro que tinha uma colher debaixo dele. E colher significa que eu teria uma menina. Fiquei frustrada. Ahahahah Como se esse teste mudasse alguma coisa do que estava determinado a ser. E assim foi. Minha mãe, minha vó, meu pai, meu sogro, minha sogra, minha madrinha, todos disseram que seria menina. Até que um dia, com 13 semanas de gestação, fui fazer o USG da translucência nucal, aquele exame que permite saber quais as probabilidades de o bebê ter ou não Síndrome de Down. Segundo minha médica, entre os dias que ela me falou na época, talvez fosse possível verificar o sexo do bebê. Então, no dia 10 de dezembro de 2011, o Tiago e eu fomos à clínica realizar o USG. Obviamente que me emocionei, na verdade, foi o exame em que mais chorei até agora. Só de ouvir o médico dizendo que tudo estava perfeito com meu bebezinho, ouvir o coraçãozinho dele batendo era inexplicável e emocionante. O médico perguntou se queríamos saber o sexo. PAUSA PARA DECISÃO E ABRE UM PARÊNTESE. Eu não queria saber o sexo, mas a pressão das famílias e do mundo ao redor faz você abrir mão do que você quer, ou do que você ainda não tem tanta certeza do que quer e não ficou querendo decidir. Daí, o Tiago e eu nos olhamos e dissemos que “sim”. Tudo isso em menos de trinta segundos. FECHA PARÊNTESE. Aí, em meio às investigações, o médico falou diversas vezes que talvez, provavelmente, pela formação que era indicada no exame, teríamos uma menina. E como o nome já estava decidido, isso sim!, talvez a Lívia viesse ao mundo.
Ok. O tempo passou, a barriga foi crescendo, o desenvolvimento fetal sempre normal e saudável, as consultas à GO de rotina aconteceram, e as pessoas perguntando se eu já tinha certeza do sexo... Poxa, “oi, tudo bem? Eu estou bem e meu bebê também está bem.” Até que um dia, numa dessas consultas, a Dra. Adriana solicitou novo USG, agora o morfológico, que verifica se o bebê está tendo um desenvolvimento saudável dos órgãos, membros, etc, e que deve ser feito entre a 20 e 24ª semana de gestação. Entre 10 de dezembro e 28 de janeiro, período entre os últimos USG, meu bebê ganhou presentes rosas, verdes, amarelos, brancos, brinquedos coloridos... e algumas pessoas que eu pensava que dariam presente na primeira oportunidade, resolveram esperar a CERTEZA do sexo da criança.
Cerca de três dias antes do dia do USG morfológico, comecei a ficar ansiosa, curiosa, louca pra saber se era a Lívia ou o Pedro que viria ao mundo. Não sei, acho que de tanto as pessoas me atucanarem, acabei internalizando a curiosidade. Chegou o dia 28 de janeiro, o Tiago e eu fomos à clínica, e fui examinada por uma médica engraçada que conversa com o bebê numa linguagem bem “nhenhenhé”. De imediato, já dissemos que queríamos saber quem estava me cutucando... e a primeira imagem captada pelo USG foi uma “perereca” – na linguagem da médica – onde imediatamente ela escreveu o nome da nossa filhota: Lívia! Foi pura emoção, não só esse momento, mas os 17 minutos que duraram o exame. Tudo perfeitinho, tudo, tudo! Mãos, pés, ossos, cérebro, rins, estômago, cavidade abdominal, boca, coração... tudo absolutamente. Os comentários variavam entre “ótimo”, “perfeito” e “excelente”, e o babões ali emocionados. Só que dessa vez eu só fiquei com os olhos úmidos, não cheguei a morrer chorando. Da porta para fora da clínica, avisamos o mundo que a Lívia estava a caminho!
No dia seguinte, 29 de janeiro, meu pai trouxe minha mãe e minha irmã – a dinda da Lívia – para passarem uns dias aqui comigo. Um bando de babões só paparicando minha barriga e a mim. Ahhhh... isso é muito bom na gravidez! O pai foi embora, a mãe e a Thayná ficaram aqui conosco quatro dias. Férias. Levamos a Lívia à praia, dormimos, levei a Lívia ao Pilates comigo e inúmeras vezes ao mercado (essa parte tá ficando chata, porque das últimas vezes eu tenho que ir sozinha, trazer tudo pra casa e guardar nos armários... fora que o caixa preferencial do mercado nem vale a pena usar, pois geralmente se espera mais na fila dele do que num caixa normal), a Lívia e eu levamos a Thayná ao shopping para ir ao cinema, ficamos em casa, etc. Tudo isso em meio aos chamegos e atenções da minha mãe a mim, à Thayná e à Lívia, a netinha que desde agora ela já declarou o seu amor. Não esqueçamos que o Tiago também estava por perto, mas como ele não estava de férias, dos programinhas das meninas ele ficou de fora. No quinto dia, levei minha mãe e irmã a Torres. A Thayná ficou por lá, onde ela mora, e minha mãe seguiu para Caxias do Sul no mesmo dia de tarde. No dia seguinte, às 6h, ainda noite e com cerração, a Lívia e eu viemos embora para Floripa. Nossa primeira viagem de carro sozinhas. Viemos cedo e fugimos dos engarrafamentos. E, à noite, ainda recebemos uma visita relâmpago do primo Victor e da prima Sabrina. Eles vieram passar um fim de semana de férias em Santa Catarina e passaram uma noite aqui conosco. Inclusive, trouxeram um lindo presente para a Lívia: um livro impermeável! Adorei... presente pedagógico! Pena que não quiseram ficar hospedados na nossa casa e foram passear cedo no dia seguinte!!! Obrigada pela visita, voltem sempre!
No dia seguinte, 04 de fevereiro, o Tiago, a Lívia e eu embarcamos para Fortaleza/CE. Nossa primeira viagem de férias a três, mas com a Lívia bem protegida dentro de mim. Ficamos lá sete dias e sete noites. Calor, sol e vento são sinônimos de Fortaleza, por isso nos protegemos com muita água de coco e protetor solar. Conhecemos praias, pontos turísticos, pessoas, animais – gatos de rua bem sofridos, cheiros, sabores, comidas boas e ruins, passamos calor, sentimos cansaço, ficamos doentes (Tiago vomitou lagosta, camarão e peixe que comemos, ficou com febre por ter dor de garganta devido ao ar condicionado, eu fiquei inchada do calor e cansada de caminhar), compramos muitos souvenirs, gastamos bem, dormimos bem, tomamos café muito bem, enfim, desligamos da rotina e aproveitamos as férias junto com nossa pequena grande bebê Lívia.
Após as férias, o desfazer das malas, as muitas lavagens de roupa na máquina, veio a semana de retorno ao trabalho, bem puxada por sinal, e que hoje se encerra. Mas antes de finalizar essa postagem, quero contar que ontem o Tiago e eu fomos a um curso para casais grávidos de apenas uma noite para aprender um pouco de como pode ser a vida de um casal com a chegada de um bebê. Tinha uns 15 casais grávidos, a maioria mães e pais de primeira viagem e que haviam planejado a gravidez, assim como nós. Tinha grávidas com barrigas de todos os formatos e tamanhos, até as sem barriga, mas todas com bebês lá dentro! As coisas mais importantes que aprendi foram: três piores alimentos brancos – sal, açúcar e farinha; sucos Ades é puro açúcar e corantes, portanto grávidas e crianças devem evitá-los bem como a todos os sucos prontos; se possível fazer algumas vacinas no bebê adquirindo-as na rede privada de saúde; há duas opções para o pai e para a mãe em relação ao bebê: educá-lo para ser um ser humano ou deixá-lo tornar-se um ser instintivo, e na segunda opção inevitavelmente o bebê será o rei da casa, sem limites e dividirá o casal; mas a lição que achei mais fantástica foi que não existem bebês bonzinhos. Isso confirma o que a Bel (professora que tive na Pedagogia) dizia sobre a relação de amor entre um bebê e sua mãe ser uma relação social, portanto, construída, aprendida a cada dia. E que o bebê humano ‘necessita’ de sua mãe ou de um adulto por uma questão socialmente construída e não natural.
Bom... finalizo este texto por aqui em meio a uma crise bem desagradável de rinite, mas feliz por ter a Lívia dentro de mim, se manifestando o tempo todo com suas mexidas. Inclusive, já é possível ver a olho nu minha barriga mexer devido aos movimentos “livianos”... E o pai dela, o Tiago, talvez a tenha sentido no decorrer dessa semana, mas nem lembro exatamente quando, pois a cada dia há uma descoberta no mundo da maternidade.
 
Lista de siglas:
USG: ultrassom
GO: ginecologista e obstetra
 
Neologismo:
Livianos: que diz respeito à Lívia.
 
OBS: Importante divulgar que a Isabella veio ao mundo ontem, 16 de fevereiro, filha de Rafaella Alves e Jair. Parabéns à família!