"Agora que todos veem que estou grávida, [...] [todos] têm conselhos para me dar. [...]*
A não ser partindo para uma reclusão numa ilha deserta, não há como a gestante evitar os conselhos gratuitos das pessoas que a cercam. Há alguma coisa nos ventres grávidos que fazem aflorar os "especialistas" que habita em nós. [É só a gestante carregar a filha mais velha no colo e vai aparecer alguém para repreendê-la: "Você não deveria carregá-la nesse estado!"] É só trazer para casa duas sacolas de supermercado [eu trago bem mais, se necessário!] e vem a reprimenda: "Você acha que deveria estar carregando todo esse peso?" Ou basta espichar o braço para tocar a campainha do ônibus e vem o aviso: "Se você ficar se espichando desse jeito, o cordão pode se enrolar no pescoço do bebê."
Entre esses conselhos gratuitos e as previsões inevitáveis sobre o sexo do bebê, o que fazer? Em primeiro lugar, lembrar que quase tudo o que se ouve é pura bobagem. As velhas histórias das avós que tinham findamento foram consubstanciadas cientificamente e se tornaram parte da prática obstétrica. As que não tinham, embora ainda estampadas na tapeçaria da mitologia gestacional, podem ser absolutamente ignoradas. As recomendações que deixam a gestante em dúvida - "E se estiverem certos?" - devem ser discutidas com o médico ou com outro profissional da área.
Seja uma possibilidade plausível, seja uma coisa obviamente ridícula, não se pode deixar que os conselhos nos façam perder a cabeça. Ninguém, nem a gestante, nem o bebê, se beneficiará com o aumento das tensões. Convém, portanto, manter o senso de humor e fazer das duas, uma: ou informar com polidez ao bem-intencionado estranho, amigo ou parente que já tem um obstetra competente para dar conselhos e que não é possível aceitar os conselhos de mais ninguém, ou sorrir polidamente, dizer obrigada e seguir em frente, deixando que os comentários entrem por um ouvido e saiam pelo outro - sem paradas no caminho.
Independente do que se faça, contudo, é preciso se habituar a ouvi-los. E se há alguém que atraia mais conselheiros que uma mulher grávida é uma mulher com um bebê no colo."
*Trecho, com minhas adaptações, extraído do livro "O que esperar quando você está esperando", (MURKOFF, et al, 2011, p. 266).
*Trecho, com minhas adaptações, extraído do livro "O que esperar quando você está esperando", (MURKOFF, et al, 2011, p. 266).
Bom, pessoal!
Depois de 5 meses sem passar por aqui, muitas coisas ocorreram nesse espaço de tempo. E a mais importante delas é que estou grávida novamente. Hoje são 17 semanas e 6 dias. Não tenho certeza do sexo do bebê ainda e dessa vez não estou aceitando presentes da cor rosa, pois o médico disse "acho que é menina". Então, até que se confirme, as chances de ser menina são as mesmas de ser menino: 50%.
Os nomes já temos: Clarice ou Henrique. Pensem o que quiserem e não me digam nada, pois minha mãe teve a infeliz ideia de dizer que acha Clarice feio e já fiquei chateada. Na verdade, não foi o fato isolado de dizer que acha feio, mas a forma como ela falou... Então, prefiro não saber as opiniões sobre isso!
Estamos muito felizes com mais um baby. Se com a Lívia tem sido maravilhoso, desejo e imagino que seja ainda mais com mais um serzinho em casa. Cansaço em dobro, fraldas em dobro por um período, mas felicidade em dobro, responsabilidades em dobro, blá blá blá em dobro!
Dessa vez, já sei como são as coisas, desde o biológico, psicológico até os conselhos dos "especialistas de plantão", então, ou estou ignorando ou estou rindo e fingindo que acredito!
Talvez algumas pessoas se ofendam com minhas palavras aqui ou com o texto que iniciei esta postagem... O que tenho a dizer é "sinto muito", está lendo porque quer. Inclusive aproveito a oportunidade para dizer, novamente, o quanto é chato ter que ouvir coisas desagradáveis ou milhões de perguntas iguais, mas como já sei que gravidez, maternidade e afins geram curiosidade nas pessoas, estou aprendendo a lidar com isso... Talvez o bebê nasça e eu não tenha aprendido o suficiente, mas estou tentando.
A roda viva vai ensinando a gente. Por hoje é isso. Meu próximo ultra-som é só em abril! Até lá, espero que a ansiedade não me consuma as energias! heheheh
Morgana! Você sabe o quanto desejo a felicidade da sua família linda, não é!? E quero dizer também que admiro sua autenticidade. rsrs Beijão! :D Deise.
ResponderExcluirGi e Regiane lendo sua postagem disseram: _ Essa é nossa amiga Morgana! Autêntica, sensível, Amorosa,Uma verdadeira mãe e uma grande mulher. Desejamos felicidades a família e estaremos acompanhando com carinho. Beijos
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