Quando as filhas estão doentes, queríamos que fosse conosco... Agora que
estamos doentes, nos perguntamos por que não pedimos apenas que elas
melhorassem? Por que cuidar delas quando estamos doentes é missão mais
que impossível, tem que unir forças pra ao menos parar em pé pra trocar
uma fralda, dar um colo, ou até pra dar bronca!
Quando estamos atarefadas em casa, queremos descansar... Quando surge um momento de descanso, vamos arranjar outras tarefas e voltamos a reclamar de cansaço!
Quando estamos em casa na licença-maternidade, queremos, às vezes,
voltar a trabalhar... Quando voltamos a trabalhar, dá uma saudade da
licença-maternidade...
Quando estamos grávidas, queremos parir,
voltar ao peso logo pra voltar a usar roupas de gente normal! Depois de
parirmos e voltar ao peso, sentimos falta da barriga!
Quando as
filhas são totalmente dependentes e acordam de noite, reclamamos por ter
que levantar várias vezes pra amamentar ou seja lá o que for... Quando
dormem a noite toda, acordamos assustadas e vamos lá ver se estão
respirando, cobrimos, acariciamos, velamos... e sentimos falta das
noites em claro, de pegar no colo pra atender...
Quando éramos
apenas mulheres, queríamos ser mães! Agora que somos mães nos
perguntamos por que demoramos tanto tempo pra ter a primeira filha! E já
temos a segunda...
Quando éramos apenas mulheres, pensávamos
quando iríamos morrer... Agora que somos mães, morrer está fora de
cogitação... afinal, mães são imortais, eternas!
Quando éramos
apenas mulheres, a melhor coisa do mundo era ser dona do próprio nariz!
Agora que somos mães, temos narizinhos escorrendo pra enxugar pra toda a
vida!
E por que será que, mesmo sob forte sol, as mães recomendam
um casaquinho? Por que mães protegem suas filhas mesmo estando longe
delas!
Mãe é mãe! De concepção e de coração! Hoje e sempre!
Texto escrito em 24.05.2015.
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