quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A Era do Pai Presente.

Ultimamente tenho acompanhado fotos, textos, comentários e afins a respeito da importância de ser ter o pai presente na vida e na educação das crianças. Concordo. Até porque pai não ajuda, pai educa! 
Tenho ouvido também que trocar fraldas é básico. Concordo, mas para mim pai mesmo só tem duas coisas que não pode fazer por questões de natureza biológica, mas que não diminui sua importância na vida da criança: parir e amamentar. O "resto" todo pai deve e pode, pode e deve fazer!
Pais dessa geração atual que estão lendo este texto, que se acham o máximo, que se enchem de orgulho por fazerem tanto na vida dos pequenos, eu lamento dizer que vocês não foram os primeiros a iniciar essa era do pai presente! Calma! Vocês continuam sendo o máximo, se achando orgulhosos porque, afinal, pai é pai! 
Mas quem iniciou a era do pai presente foi meu Pai! A era à qual me refiro é também chamada de A Era Pãe! 
Meu pai foi pai sem querer duas vezes. Meu pai morou longe de mim muito tempo da minha infância, mesmo assim, foi um pai presente. Já não moro na mesma cidade que ele há quase 13 anos, mesmo assim, ele continua muito presente. 
Meu pai é O cara! Quando eu tinha 11 anos, nós dois fomos morar juntos, isso era fim de 1995. Na época, era algo incomum uma criança não ficar com a mãe. Minha mãe preferiu ficar sem nós, preferiu ficar sozinha. Uma escolha dela, dolorosa para todos, porém muito saudável também. Eu não seria eu hoje se aquela separação não tivesse ocorrido, acho que eu seria muito mais triste.
Bom... Morei só com meu pai durante 06 anos e deu tudo certo! 
No fim de 2001, quando minha irmã tinha 03 anos, meu pai ganhou a guarda dela e passamos a viver os três juntos. O ano de 2002 foi bem conturbado. Imagina... um pai, uma filha adolescente e uma menininha no auge dos seus 04 anos! Foi uma guerra! Uma guerra saudável!
Eu não sei dizer se meu pai chegou a trocar fraldas minhas ou da minha irmã... Mas eu sei que ele deu o melhor dele para que fôssemos meninas direitas, educadas, felizes e, sobretudo, de "cabeça boa". Somos tudo isso e muito mais.
A relação da minha mãe comigo e com minha irmã não é a das melhores, mas é a mãe que temos, ponto! Ela fez as escolhas dela e infelizmente não acompanhou boa parte da nossa vida por conta do que ela achou ser mais importante naquele momento em que decidiu viver sem nós. 
Meu pai é um cara normal, trabalhador, curte um futebol e uma cerveja, cumpre com sua obrigação de pai, hoje também de avô, é honesto e com boa parte dos cabelos beeem grisalhos... Imagina só ter duas filhas e duas netas... 
Ele já foi "meu pai, meu herói", acho que todo pai é um pouco disso na nossa vida, mas hoje ele é só meu pai. Eu o admiro muito porque cumpriu e cumpre seu papel de pai com muita honestidade e simplicidade. Ele não vai me deixar uma herança material significativa, mas com certeza o seu legado moral vale mais que uma vida.
Hoje o conceito de família vai para além de pai, mãe e filhos biológicos. Filhos são filhos, sejam biológicos ou adotados... Mãe é mãe, seja biológica, de coração, seja vó, seja tia, seja madrinha... Pai é pai, seja biológico, de coração, seja vô, seja tio, seja padrinho... Família é família. Família é o grupo de pessoas que você convive todos os dias, divide o mesmo teto e compartilha os momentos da vida.
Não estou defendendo que haja pais assim ou assados, que família sem pai não é família. Não. Defendo uma vida com amor, com responsabilidades compartilhadas de forma a assegurar uma vida saudável, sobretudo, para as crianças. Por fim, dedico este texto a uma pessoa de muito valor na minha vida: meu Pai - José Alberto Johann, vulgo "Vovô Beto"!

Meu pai com minhas filhas Lívia (03 anos) e Clarice (01 ano). 
Foto de Morgana Dias Johann. Abril de 2015.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O valor da infância.

Fotos: créditos para Centro Educacional Espaço da Criança.
Clarice no Berçário. 27/08/2015.
Lívia passeando na Lagoa da Conceição com a escola. 28/08/2015.

Tudo passa... Mas certas coisas precisam realmente de nossa atenção, uma atenção especial, eu diria um cuidado! A infância... Ah! A infância... Arrisco em dizer uma das melhores épocas da nossa vida, pelo menos no plano ideal, pois tudo é tão simples! A criança vive o presente, o agora... Para ela, o que importa é você estar com ela naquele momento em que ela precisa, "depois", "já vou", não vale! Porque se você for depois, aquele instante que você deixou passar não volta mais pra você estar com a criança... Não se trata de fazer tudo o que a criança quer e na hora que ela quer! Não é isso que estou falando! Estou falando em sentar no chão e rolar com a criança; em acordar e atendê-la antes de você estar apresentável; em não esperar tudo conspirar a favor para você se dispor a brincar, a fazer um desenho lindo (mesmo que você seja expert apenas em garatujas) ou a ver um passinho de dança... Ouça o que a criança tem a dizer, não só com as palavras e os resmungos que ela pronuncia, mas com os gestos, com as expressões, com as caras feias... Aqui em casa, bagunça generalizada e teimosia é sinônimo de pai e mãe colados aos smartphones ao ponto de a Lívia dizer "larga o celular"! Criança vai sintonizar com quem tem interesse em estar realmente de corpo e alma com ela! E se você deixar passar essa fase tão rica e crucial na vida desse ser humano de pouca idade, ao olhar para trás, verá que a criança cresceu e você não fez tanto sentido na vida dela! Eu dedico minha vida, portanto, aos meus compromissos, mas também às minhas filhas, pois a maior razão para eu desejar e precisar ser melhor é a existência delas!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Clube das mães loucas e solidárias!





Fotos: meu arquivo pessoal. Maio, junho e julho de 2015.

Sempre que eu digo que tenho duas filhas com 2 anos de diferença entre elas e que uma tem 3 anos e outra 1, a cara da pessoa é, num primeiro momento, de espanto! Depois vêm os clichês: "você é doida!"; "bom que elas crescem juntas e são companheiras!"; "você quer tentar um menino?"; "chega, né?!"... 😅 
Bom... Chega digo eu! ✋😨 
Se fosse há um tempo atrás, eu ficaria brava, indignada 😡 com esses palpites furados, mas hoje já aprendi a ignorar, a concordar e até a sorrir! 😂
Sei que, ao contrário desses palpiteiros que pensam que sabem de tudo ou nem pensam e agem como tal, apesar de apenas 3 anos e 21 dias de experiência como mãe (sem contar o tempo da primeira gravidez), eu, sim, posso dizer ou desdizer sobre o que é ser mãe de duas piolhas pequenas, o que é bom pra elas e pra mim! E o mais legal dessa experiência é que a cada dia as crianças me ensinam muito a ser mãe! E tão legal quanto, é poder compartilhar minhas vivências com outras mães e sentir que não sou a única louca completa, mas que as mães de maneira geral o são e nos entendemos e nos solidarizamos umas com as outras! Posso dizer que fazemos parte do clube das mães loucas e solidárias!
É incrível como seres tão pequenos, frágeis, ágeis, podem chorar tão alto, mexerem-se tanto, engatinharem em disparada, correrem sem cansar, falarem coisas absurdas e com sentido pra elas, darem um sorriso entre babas e ranhos e te fazerem derreter, te chamarem de linda mesmo tu estando um caco, te chamarem e te quererem de noite e tu ires mesmo querendo ficar na tua cama, quererem o último pedaço da tua comida e tu dares, te deixarem a ponto de ter uma parada cardíaca a cada tombo com ou sem galo, te fazerem sorrir mesmo tu estando a chorar por dentro, te fazerem chorar de alegria a cada descoberta deles, fazerem tu se sentires a pessoa mais amada neste mundo! Isso tudo é só um grão de areia comparado às grandes emoções que nos aguardam a todo instante neste fantástico e maravilhoso mundo da maternidade! 
Eu passo trabalho, sim, com duas pequenas em casa, mas se me perguntarem se eu me arrependo de ser mãe, a resposta é esta: - Não! E não consigo entender como eu me considerava feliz antes das minhas filhas existirem! 
Bem-vinda ao clube das mães loucas e solidárias! 😎

Foto: Priscila Rezende. Julho de 2015.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Mãe é tudo louca mesmo!

Quando as filhas estão doentes, queríamos que fosse conosco... Agora que estamos doentes, nos perguntamos por que não pedimos apenas que elas melhorassem? Por que cuidar delas quando estamos doentes é missão mais que impossível, tem que unir forças pra ao menos parar em pé pra trocar uma fralda, dar um colo, ou até pra dar bronca!
Quando estamos atarefadas em casa, queremos descansar... Quando surge um momento de descanso, vamos arranjar outras tarefas e voltamos a reclamar de cansaço!
Quando estamos em casa na licença-maternidade, queremos, às vezes, voltar a trabalhar... Quando voltamos a trabalhar, dá uma saudade da licença-maternidade...
Quando estamos grávidas, queremos parir, voltar ao peso logo pra voltar a usar roupas de gente normal! Depois de parirmos e voltar ao peso, sentimos falta da barriga!
Quando as filhas são totalmente dependentes e acordam de noite, reclamamos por ter que levantar várias vezes pra amamentar ou seja lá o que for... Quando dormem a noite toda, acordamos assustadas e vamos lá ver se estão respirando, cobrimos, acariciamos, velamos... e sentimos falta das noites em claro, de pegar no colo pra atender...
Quando éramos apenas mulheres, queríamos ser mães! Agora que somos mães nos perguntamos por que demoramos tanto tempo pra ter a primeira filha! E já temos a segunda...
Quando éramos apenas mulheres, pensávamos quando iríamos morrer... Agora que somos mães, morrer está fora de cogitação... afinal, mães são imortais, eternas!
Quando éramos apenas mulheres, a melhor coisa do mundo era ser dona do próprio nariz! Agora que somos mães, temos narizinhos escorrendo pra enxugar pra toda a vida!
E por que será que, mesmo sob forte sol, as mães recomendam um casaquinho? Por que mães protegem suas filhas mesmo estando longe delas!
Mãe é mãe! De concepção e de coração! Hoje e sempre!


Texto escrito em  24.05.2015.