terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O bico e a perversidade adulta

Introduzir o bico (chupeta) na vida de uma criança é um ato perverso do adulto. Por que você sabe que um dia a criança terá que deixá-lo... Sem falar nas consequências negativas que ele traz para a saúde física e psicológica da criança.
Eu dei o bico para a Lívia... No começo, eu era contra, mas acabei dando (forçando a introdução), porque ela chorava muito antes da hora de mamar (mais um erro... eu deveria ter seguido a livre demanda e não horários fixos). Ok. Deu tempo para aprender, ainda estou aprendendo. 
A Clarice nasceu e continuo com a convicção de que bico não é necessário. Confesso que algumas vezes eu tentei fazer com que ela pegasse, mas ela venceu (graças a Deus!). Ela nasceu prematura e tinha mais necessidade de estar perto de mim, por isso queria tanto ficar no meu peito. Eu entendi isso rápido e com quatro meses ela é uma criança tranquila SEM o bico.
E a Lívia? Doce anjo... Fomos passear no shopping dia 29/11, ela viu o Papai Noel e foi direto entregar o bico a ele. (Havíamos combinado que ela daria o bico para ele em troca de um presente bem bonito que ele traria para ela). E assim foi... Na verdade, eu nem sabia que teria Papai Noel no lugar que fomos, mas tinha, e ela, prontamente, pediu o bico para dar a ele. Fiquei nervosa... pois fiquei pensando como ela iria se comportar quando quisesse o bico, na hora do sono, por exemplo. Mas a Lívia fez o que combinamos, deu o bico a ele. 
Claro que, em casa, quando bateu o soninho, ela pediu, mas expliquei exatamente o que havíamos combinado. E o Papai Noel trouxe um lindo presente a ela, mesmo quase um mês antes do Natal. Ela ainda não aprendeu essa noção de tempo tão distante, por isso o presente antecipado.
E não foi perverso isso? Você dá o bico para atender a uma necessidade imediata sua e não do seu filho... E, no futuro não muito distante, você tem que tirar isso dele! É como livrar-se de um vício... 
Bom... estou feliz que a Lívia está se desvinculando do bico. E também porque a Clarice vive muito bem, obrigada, sem ele!

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