quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Reflexões de uma mãe que planeja sua segunda viagem...

E estou muito feliz... fui a uma consulta com minha ginecologista ontem, e perguntei da possibilidade de fazer parto normal num segundo possível filho... E... a resposta foi "SIM, É POSSÍVEL E VOCÊ VAI CONSEGUIR!" Fiquei muito feliz em saber disso, pois há muitos profissionais da saúde que enchem as mulheres de medos e mitos, na maioria das vezes, por conta dessa sociedade capitalista que visa lucro até nos partos (sugiro assistir o documentário "O Renascimento do Parto"). Não tenho nada contra a cesariana, até porque eu já fiz uma, mas mesmo que não tivesse feito, só quero ser respeitada nas minhas escolhas e isso inclui tentar um parto normal depois de uma cesárea prévia.
Se tem mulheres que pensam que cesárea é a melhor opção, eu penso que parto normal é também. Espero muito mesmo que Deus me permita ter meu segundo bebê de parto normal, vou tentar até onde eu puder, assim como foi para ganhar a Lívia, mas se não for possível, a cesariana existe para isso.
Quero duas coisas: respeito acima de tudo e saúde para mim e meu futuro filho.
Quando eu estava grávida, esperando a Lívia, fiz curso de gestantes no Hospital Universitário da UFSC, li livros, blogs, artigos, sites, enfim, busquei diversas fontes para me esclarecer o máximo possível sobre o misterioso e maravilhoso mundo da maternidade. Após o nascimento da Lívia, culpei-me (e acho que ainda me culpo um pouco) por não tê-la tido de parto normal. Mas isso ocorreu porque me deixei iludir pela ideia romantizada de que todas as mulheres são capazes de ter parto normal. Seguinte... eu penso que todas as mulheres têm o direito de escolher que tipo de parto queiram ter, mas isso não significa que vai ser do jeito que se escolheu antes da hora "h". Porque se o pré-natal for excelente (o meu foi), o bebê estiver encaixado (a Lívia já estava há 2 meses antes de nascer); tiver um trabalho de parto que evolua muito bem e tenha dilatação do colo do útero (eu tive e fui a 9cm de dilatação)... a mulher vai ter seu bebê da forma que for possível. Esperavam que eu dissesse que a mulher iria parir... eu também pensava assim. Eu não pari... A Lívia nasceu de uma cirurgia. Talvez eu tivesse que ter tentado mais, ter tido mais coragem, mais apoio da equipe de plantonistas que me atendeu... talvez, talvez, talvez...
Quero dizer para todas as mulheres que me lêem e pretendem ser mãe de primeira, segunda, terceira ou qual viagem for, que acima de nossas vontades há uma vontade maior... a de Deus. Façam suas escolhas, sejam firmes, escolham profissionais que tenham respeito por vocês e façam o possível para que suas decisões sejam atendidas até o último momento possível. Mulheres, não se culpem por fazer cesariana, não se culpem por fazer parto normal, não se culpem... A culpa só nos machuca.
Acima de tudo, sejam felizes, curtam seus filhos, suas famílias, curtam-se também.

Ser mãe independe do tipo de parto que se tenha, independe de amamentar no peito, independe de ter um companheiro ou alguém para ajudar... Para ser mãe é necessário querer e amar. Muitas mulheres são mães e não puderam gerar biologicamente seus filhos... e muitas mulheres pariram e jogaram seus filhos no lixo...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Coisas de adultos e a vida depois da existência das crianças

Coisas que adultos não devem fazer (na frente) das suas crianças:

- Lamber o prato onde tinha uma comida deliciosa;
- Tomar suco de caixinha direto do bico, mesmo sabendo que outras pessoas também tomarão o suco depois;
- Namorar "calorosamente";
- Brigar e gritar e vice-versa com pessoas e/ou objetos;
- Falar palavrões;
- Bagunçar exageradamente a casa...

Há também as coisas que são praticamente impossíveis de acontecer depois que se tem crianças:
- Tomar banho e ficar pensando na vida ao mesmo tempo;
- Cozinhar perigosamente;
- Não ter nada na geladeira;
- Dormir até a hora que seu corpo preguiçoso tem vontade de acordar/levantar;
- Ficar o dia todo de pijama sem fazer nada nos fins de semana;
- Descansar no fim de semana depois de trabalhar a semana toda (eu trabalho nos fins de semana como MÃE!);
- Dormir cedo;
- Acordar tarde;
- Namorar "calorosamente" a qualquer hora e em qualquer cômodo da casa;
- Chegar pontualmente nos compromissos (eu não consigo mais ser pontual em tudo...);
- Ter memória excelente;
- No meu caso especificamente, não ter estrias e flacidez...

Enfim... há muitas outras coisas que podem compor as listas acima, mas minha memória e meu cansaço não permitem lembrar e escrever mais!!!

:D

domingo, 30 de junho de 2013

Pouco mais de um ano depois...

Parece que foi ontem que eu estava sentada no sofá com a cabeça a mil imaginando o resultado que viria diante da minha menstruação atrasada!
E, hoje, estou aqui, um ano e 21 dias após o nascimento da minha primeira filha... sim, porque eu pretendo ter mais um bebê mais adiante...
Desde outubro de 2011 minha vida mudou totalmente e, sem sombra de dúvidas, sou cem por cento mais feliz!
Tudo o que conto aqui nesse blog é para tentar mostrar um pouquinho do que tem sido minha vida com a Lívia. 
A vida com ela é linda, mas tem um monte de dificuldades, erros, lágrimas de tristeza e alegria, preocupações, culpas, dúvidas que permeiam o dia-a-dia. 
Tem aqueles cocos molengos e fedorentos que vazam quando você já está atrasada e tem que parar tudo e começar do zero dando um banho na criança; tem aquele vômito com o qual você é surpreendida, à noite, em cima de você, da sua cama, por tudo e também tem-se que começar do zero com um banho... e depois mais vômito. Tem aqueles choros no meio da noite que você não ouve e pensa que a criança dormiu tranquilamente quando, no dia seguinte, seu marido olha bem dentro dos seus olhos e diz: “eu levantei umas cinco vezes para atendê-la e você não ouviu nada?”; tem a hora da comida, que você fez com tanto gosto, e a criaturinha se joga pra trás, faz careta, bate na colher e suja tudo e não quer comer de jeito nenhum e sua paciência fica no negativo e você quer desistir de tudo; tem as ligações da creche pedindo para você buscá-la porque ela vomitou muito ou está com febre e aí você para e larga tudo para buscar sua cria; tem aquela roupa nova que você colocou na criança e em questão de segundos ela fica imprestável com a comida que caiu em cima; tem as birras, manhas e manias que a criança adquiriu sem você perceber que contribuiu com aquilo e te tiram de tal maneira do sério que gritar parece inevitável... inevitável mesmo é a culpa que vem logo em seguida que você se recuperou da raiva e da impaciência (por que dizem que junto com o nascimento da criança, nasce uma mãe... e a culpa da mãe também); tem o seu marido lindo, cheiroso, fogoso te querendo e você não querendo vê-lo diante de tanto cansaço; tem também o dia que você quer esse marido lindo, cheiroso e fogoso, mas a criança chora e o clima gela na hora; tem a hora que você vai buscar a criança na escola e, ao ver você, ela abre os braços e um sorriso querendo você e mais ninguém; tem ainda aqueles momentos de risadas gostosas de doer a barriga só de ouvir você dizer “eu vou te pegar” numa brincadeira tão singela; e o choro de tristeza, com carinha de “gato de botas”, pedindo desesperadamente seu colo, quando você está lá com as mãos molhadas lavando a louça... e você para tudo para dar aqueeele cheeeiro e atender àquele pedido. 
Enfim... eu passaria dias relatando tudo o que acontece no dia-a-dia com minha filha e mesmo passando por um monte de situações, o contexto nos leva a dizer “que lindo!, que amor!”.

Então, quero desejar um super-parabéns a minha filha, Lívia, e que ela viva muito e seja feliz. Que os Anjos de Deus a iluminem e protejam sempre e que ela tenha a certeza de que eu a amo infinita e eternamente! E que saiba também que eu erro, erro muito, mas que o objetivo sempre é acertar e fazer o melhor para ela, para nós!



domingo, 12 de maio de 2013

Dias das mães: uma breve retrospectiva


Tudo começa com a barriga... aí vem a barriguinha e o barrigão... E quando termina, tudo começa... o bebê sai da barriga, a barriga pode ficar, pode sumir, depende de sua vontade, de sua dedicação, da sua genética e também do seu dinheiro, por que não?
No fim, que é o começo, o bebê não se mexe muito, dorme, mama, faz xixi e cocô e assim vai, não necessariamente nessa mesma ordem. Aí, o tempo vai passando, ele vai crescendo, se desenvolvendo e se materializam todas aquelas suas expectativas: mexe aqui, mexe ali, chora, ri, sobe e desce, engatinha, senta, cai, levanta, chora, ri, come, faz birra, olha atentamente, reclama, conveeeeersa coisas que só ele e você entendem (ou não), dá uns passos, muitos passos, ufa... Fora os cocôs e os xixis fora da fralda, as febres, as tosses, os vômitos, o leite qualhado, a baba, o suor, os inúmeros puns, o dedo no nariz, na orelha, na boca, na sua também, as mãozinhas nervosas arrancando seus cabelos, puxando seus brincos, os dentes novinhos em folha causando diarreia e febre de novo. 
E ainda tem as noites mal dormidas, as noites em claro, os dias com sono, muito sono, com o corpo cansado, exausto... A vaidade? Ela existe em algum lugar de você mesma, está esquecida, mas existe... Mas você pode estar descabelada, suada, com as unhas feias, as cutículas arrebitadas, de pijama ou aquela roupa larga, ou linda e maravilhosa, perfumada, arrumada, de salto alto ou sapatilha... enfim... independente da sua roupa, da sua aparência exterior, seu bebê, que passou a ser a razão da sua vida, vai te amar assim mesmo! E você a ele, sem dúvida... e pra sempre, sem medidas!
FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS AS PESSOAS QUE DESEMPENHAM ESSE PAPEL DIVINO E MARAVILHOSO!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

DESABAFO


Chegamos, Tiago, Lívia e eu, 5 minutinhos atrasados na escola da Lívia... então eu perdi a homenagem às mães. Claro, foi rapidinho, afinal as crianças pequeninas estavam ansiosas, chorando, conforme me relataram as professoras da Lívia. Imagina o pesar que estou até agora...
Masss, como tudo tem o lado bom e positivo, assim que chegamos, prontamente a Lívia foi enfeitada com os acessórios feitos pelas professoras, além disso, ganhei um cartão L I N D O com a mãozinha da Lívia feita de tinta!!! E também ganhei uma linda flor de pano.
Em casa, eu chorei. Chorei e chorei, com a Lívia no colo, pedi perdão a ela. Ela me olhava e chorava também. Então expliquei a ela porque eu estava chorando, que ela não tinha culpa de nada, que eu me atrasei e que ela não precisava chorar... Ela entendeu, olhava nos meus olhos e deitou a cabeça no meu ombro.
Masss também pensei que foi melhor ela ter se atrasado comigo do que se ela estivesse a minha espera na escola, e eu não chegasse a tempo...
Ouvir a verdade do Tiago também doeu... EU fui a culpada pelo atraso.
Sei que esse sentimento de pesar, de culpa vai passar... E muitas outras e lindas homenagens da Lívia virão. E eu estarei lá ou não...
Apesar da ausência na homenagem, a Lívia e eu vimos o C.E. Espaço da Criança lindo, todo enfeitado, com lindas fotos, trabalhos das crianças, tudo maravilhoso para as mamães! E também tinha um delicioso coquetel para nós (fugi da dieta hoje!)! Além da atenção especial das professoras e direção para com todas as pessoas presentes! E os papais? Coitadinhos, ficaram do lado de fora só espiando... Mas em agosto será a vez deles!
Por fim, em casa, a Lívia e eu brincamos um monte, sorrimos, gargalhamos, tiramos foto, ela jantou (depois de comer pão de queijo e gelatina no coquetel), deu mais alguns passos sem apoio e depois dormiu no colo do papai Tiago!
Diante de tudo isso, só agradeço a Deus pela linda e amada família que Ele me confiou!

(Escrito dia 09/05/2013).




Fotos: Tiago Santos. 09/05/2013.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Celebrar

Bom dia! E, geralmente, um dia comum começa com o despertador pelas 6h, 6h30min.
Revezamento 2 por 2. Eu levanto, faço minha higiene, troco de roupas, em seguida, preparo o "mamá" da Lívia, já deixo fralda, roupas e acessórios prontos para quando ela acordar. Ok, mas normalmente, é o Tiago que levanta primeiro.
De repente, a Lívia acorda, então, larga-se tudo o que se está fazendo e vai atendê-la. Trocar fralda, trocar roupa se vazou o xixi, pentear o cabelo, amarrar o cabelo (o cabelo é função minha), dar o mamá, escovar os dentes da Lívia (guerra!), dar o bico para acalmar, anotar na agenda da escola a primeira refeição da Lívia. Levamos a Lívia para a sala para ela brincar enquanto o Tiago e eu vamos terminar de nos arrumar e tomar café da manhã. Fim do nosso café, pegamos chaves, mil bolsas (minha bolsa, pasta dele, bolsa da Lívia, mais uma bolsa minha com meu almoço) e saímos em direção à creche. Deixamos a Lívia na creche e vamos trabalhar. 
Meu marido trabalha em horário comercial, eu trabalho fora só seis horas, mas praticamente todos os dias ou tenho algum compromisso ou venho para casa e continuo trabalhando (lavar louça, organizar roupas, organizar nossas bagunças, fazer comida, etc). Também aproveito para estudar, ler, rezar, relaxar um pouco também, vou ao salão de beleza de vez em quando. E tem aqueles dias mais corridos que eu busco a Lívia na creche para levá-la ao pediatra, aí já viu... vaga para estacionar em frente à clínica, praticamente impossível, aí já deixo o carro longe, pego a Lívia, as bolsas minha e dela, e saio em direção ao destino. Depois do dever cumprido, volta-se para casa e tudo deu certo.
No fim do dia, eu busco a Lívia na creche. Viemos conversando, eu contando o que fiz durante o dia, ela balbuciando. Chegando em casa, seguimos conversando, a deixo em meio aos seus brinquedos (que ficam na sala sobre o tapete E.V.A. de alfabeto que colocamos no chão) e vou verificar a bolsa dela da escola (tirar as roupas sujas, abastecer as fraldas, o leite, as roupas, ler e assinar a agenda) e quando a saudade é muita, ela vem choramingando e engatinhando para pedir colo. Aí, eu largo tudo e vou brincar com ela ou dar um colinho para matarmos a saudade, e ela cochilar, pois, geralmente, ela vem com sono.
Logo o Tiago chega, aí ela já se agita e vai ao encontro dele. Então, a correria continua, ele vai se arrumar para tomar banho e dá o banho nela também (no chuveiro), enquanto isso, eu vou organizar a muda de roupas e fralda para resgatá-la do chuveiro. O Tiago me chama, pego a Lívia, a seco, a visto, penteio seu cabelo, a deixo linda e cheirosa e vou para a cozinha para organizar a janta dela. E a deixo brincando na sala. Aí o Tiago já finalizou o banho e, ele ou eu, damos a janta a ela. No começo, ela até reclama e pede comida, mas da metade em diante, já começa a manhar e a não querer comer... a paciência vai se esgotando, a gente dá bronca, às vezes, terminamos bravos e com comida na roupa dela, na nossa, no carrinho, no chão, no cabelo dela, damos água a ela... Enfim, e a chatisse dela e nossa brabeza são resultado do sono que ela traz da creche, pois a danada não tem dormido de tarde na escola. Aí vemos que não vale a pena ficar bravos com ela, pois ela não tem culpa de ter sono. Bom, então a levamos para descansar, mas quando ela não quer, vamos brincar com ela na sala, ver desenho, enquanto o Tiago ou eu vamos comer, arrumar alguma coisa... o revezamento continua. A partir das 21h, o sono da noite da Lívia vai chegando, então a levamos para o quarto, damos o mamá, escovamos os dentes dela (guerra de novo!), damos o bico para acalmar, ela dorme e fim!
Não é fácil, viu?! Não mesmo, pois cansamos bastante. No entanto, cada dia é um dia para celebrar. Nossa filha está se desenvolvendo brilhantemente, saudável, feliz. E ontem, deu seus primeiros passos sem apoio, foi emocionante para nós três! Amanhã, ela completa 11 meses fora da minha barriga. E a cada dia tenho a mais absoluta certeza do quanto sou mais feliz e melhor com a Lívia em nossas vidas!

sábado, 13 de abril de 2013

Tudo de bom

Dez meses e quatro dias fora da minha barriga. Quatro dentes. Duas perninhas loucas para saírem correndo. Dois braços ágeis e duas mãos ligeiras. Uma boca degustadora de tudo o que a imaginação permite. Dois olhos azuis brilhantes e cheios de ternura. Dois ouvidos aguçados para tudo o que se passa ao seu redor. Um coração que bate acelerado. Um corpinho tão pequeno com um espírito tão maduro e antigo com quem tenho a oportunidade de ser mãe!!!! E assim os dias vão passando, e a Lívia crescendo contente, feliz, risonha, manhosa, invocadinha, meiga, carinhosa, esperta, inteligente, faceira, amorosa, moleca...
Muitas coisas no cotidiano de nossas vidas aconteceram e me mostraram que não é o fim do mundo estar longe da minha pequena, como sair à noite com meu amor pra dançar; limpar a cozinha toda por causa da panela de pressão enquanto ela brincava e pedia minha presença na sala, mas acabou dormindo no meu colo quando, por fim, me rendi as suas lágrimas de crocodilo; buscá-la na escola às 18h todos os dias. 
Cada dia mais vejo o quanto ser mãe é maravilhoso. Não penso que ser mãe é padecer no paraíso. Penso que ser mãe é algo prazeroso e difícil; fabuloso e cansativo; um mar de contradições, mas não ao ponto de pensar que eu padeço diante das dificuldades. Sofro o que tiver que sofrer, às vezes sou uma fortaleza, às vezes me desespero, mas sempre confiando no Pai maior e sabendo que tudo passa. Por que enquanto a Lívia é pequena, tenho certo domínio sobre o que acontece com ela, mas à medida que o tempo passa, muita coisa foge ao meu controle, até porque ela vai se tornando mais independente a cada dia.
E eu posso ler mil livros sobre como educar uma menina ou escrever um livro ou blog para dizer o que fazer durante a gravidez e no primeiro ano de vida do bebê. Mas cada pessoa é diferente, cada mulher, cada bebê... E é nessa diferença que está a beleza de ser mãe,  porque só sendo mãe é que se aprende (ou não) a ser...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Preocupações de Mãe

Não adianta, mãe está sempre alerta, principalmente quando seu anjinho está adoentado. 
É tão ruim ver a Lívia doente e não poder fazer nada (além de levá-la mil vezes ao médico). A vontade é tirar o problema dela e passar para mim, só para vê-la bem. Mas sei que essas coisas são normais, pois a imunidade dela está em formação. Haja coração!
No geral, ela está sempre bem e feliz, mas ora é uma febre, ora é tosse, ora é coriza, e a minha preocupação constante! 
Eu sempre soube que não seria fácil, só que nessas horas a gente vê o quanto somos impotentes e fortes ao mesmo tempo. Tiramos força não sei de onde para transmitir segurança e tranquilidade ao ser que depende de nós. Estou em constante oração, agradecendo e pedindo por ela.
E a vida segue... só de lembrar dela, das travessuras, manhas, sorrisos, ensaios de conversação, dá um aperto de saudades! Mas sei que ela está muito bem cuidada na creche, pois ela vai e volta feliz todos os dias de lá!



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lívia conquistando sua independência!

8 meses de muita gostosura e travessuras, é assim que podemos adjetivar a vida da nossa linda filha! Fora aquelas doencinhas que a acometeram, está tudo ótimo.
Quero contar que a Lívia já engatinha um montão, senta, levanta, vira pra cá, pra lá... praticamente uma minhoca humana!!! E ela não tá muito a fim de engatinhar, ela quer mais levantar e ficar explorando o mundo olhando de cima de sua pequena altura!!! Interessante que se a gente larga a Lívia no chão da sala, ela não sai engatinhando e devastando tudo pela frente... não por enquanto... mas ela senta, levanta, explora um pouco aqui, um pouco ali, se apega aos pequenos detalhes e tá tudo certo. Ela não é desesperada em quebrar tudo. Ela só sai desesperada para pegar chinelos, isso sim ninguém a segura!!! E de duas semanas pra cá, ela aprendeu a se sentar devagar, antes ela sentava forte, praticamente caindo, agora ela olha para os lados, vai se abaixando aos poucos com uma das mãos apoiada no chão. Um amor.
E hoje presenciamos algo muito bonitinho... demos a mamadeira de água para a Lívia, ela cuspiu o bico, pegou a mamadeira e começou a tomar a água, bem independente.
Além disso, ela também já pega o bico onde estiver e coloca na boca certinho; quando não quer algum brinquedo, ela pega na mão e joga para trás; vem até mim ou até ao Tiago quando chamamos... 
É fantástico acompanhar e principalmente perceber os pequenos detalhes da evolução da Lívia. Por isso que eu digo que ser mãe é maravilhoso. Vale a pena todas as dificuldades e cansaço, pois a gratificação não tem preço que pague! É o verdadeiro amor.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

39 semanas + 7 meses + 14 dias + algumas horas + ... = Felicidade todos os dias!

Desde o dia que descobri a gravidez, tenho vivido os dias mais felizes da minha vida.
O nascimento da Lívia, a maternidade, a constituição de uma família, tornaram-me uma mulher plena e um espírito cada vez melhor.
A perfeição é uma meta, mas tenho muuuuuitas vidas pela frente para chegar nesse patamar. É bom que eu tenha consciência disso, pois, agora como mãe, me cobro ainda mais.
A Lívia continua encantadora. Nesses trinta e poucos dias que fiquei sem escrever, muitas coisas aconteceram... O primeiro Natal da Lívia fora da minha barriga foi na casa dos avós paternos dela. Talvez para ela tenha sido muito mais uma noite agitada e quente do que uma noite de festas. Claro que montamos a árvore de Natal em casa, falamos do Papai Noel, da comemoração do nascimento do Menino Jesus, mas ela ainda não apreendeu tudo o que se sente e vive nesse período de cada ano. E sabe que não compramos presente de Natal para ela? E não me culpei por isso, pois muitas vezes o Natal tem sido mais sinônimo de consumismo do que comemoração do aniversário de Cristo. O Réveillon foi em casa mesmo, com a presença também da minha mãe. Não saímos para lugar nenhum, pois a chance de não achar um lugar para estacionar, de chover e de a Lívia se assustar com os fogos de artifício era muito grande. Então, resolvemos ficar os quatro em casa, ver os fogos de artifício da janela do quarto e proporcionar segurança para a noite de sono da Lívia. Foi a melhor coisa que fizemos, pois ela dormiu pelas 22h, como de costume, e tomou um baita susto com um barulho que deu perto de onde moramos. Chorou um monte. Ir à praia e tomar banho de mar também foram grandes acontecimentos. A Lívia adorou a areia, o mar e lamber as mãozinhas salgadas e arenosas... hehehehe Claro que como ela ainda é pequena, a ida à praia não passou de 30 minutos no primeiro dia e uma hora no dia seguinte, sempre após às 16h e com filtro solar. Apesar de morarmos numa cidade com muitas belas praias, levamos a Lívia em Meia Praia, Itapema/SC. E com a volta para Floripa, veio com a Lívia um resfriado, provavelmente por ter pego um vento fresquinho após o banho de mar. Mas nada que uma consulta ao pediatra-homeopata e uma homeopatia não resolva. Uva, pêssego, sorvete de limão, caldo de feijão, feijão, calzone de frango, peixe, gelatina sem sabor, suco de manga, folhas verdes. Tudo isso tem feito parte do cardápio da Lívia. E ela é "boa de garfo", não recusa nada! Come, come e se lambuza! Engatinhar foi o grande marco dos 07 meses da Lívia, agora ninguém a segura mais e precisamos de mil olhos para cuidá-la! Até ficar em pé ela já consegue sozinha, uma sapequinha! 
E com todas essas descobertas e desenvolvimento saudável da Lívia, a mãe e o pai têm estado mais cansados, mas é tão gratificante tê-la em nossas vidas que é injusto reclamar.
Mesmo cansando mais, dormindo menos, tendo menos tempo para mim e para namorar meu marido, aqui escrevendo menos, lendo menos, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, a vida é muito melhor com minha filha. Fico me perguntando como eu viveria sem minha filha... não viveria. É impossível explicar o sentimento que sinto por ela de tanto que a amo. Eu até melhorei depois que ela começou a fazer parte da minha vida: rezo mais, pondero mais, espero mais, tenho mais paciência (não no nível da do Tiago), amo mais e mais e mais... A vida passou a ter um sentido a mais... 

OBS. 1: Filtro solar para bebês não deve passar de fator 30, pois acima disso tem muita química. Fonte: pediatra da Lívia - Dr. Ricardo Di Bernardi.
OBS. 2: Não pasme diante da lista de alimentos que a Lívia come... Tudo o que damos a ela é conversado no pediatra. MAS... ninguém conhece mais seu/sua filho/a do você!