Então conheci a Dra. Adriana. A tão maravilhosa médica obstetra e ginecologista de quem minha amiga Andressa sempre falava. Realmente, a Dra. Adriana é um amor. Pediu para que eu repetisse todos os exames de sangue que eu havia feito e ainda pediu mais alguns, inclusive ultrasson transvaginal. Voltei ao consultório dela umas duas vezes e tudo normalíssimo com meu aparelho reprodutor. E ela perguntou: "e teu marido já foi ao médico?" Eu falei que não, que ele era cabeça dura e não queria ir, então ela mesma solicitou o espermograma. Orientou-me também a procurar um endocrinologista, a taxa do hormônio de tireóide estava levemente alterada. Procurei uma endocrinologista, também chamada Adriana. Expliquei-lhe tudo das tentativas de gravidez e, ela, então, solicitou que eu repetisse os exames de tireóide, o que veio a confirmar hipotireoidismo. Fez o cálculo da quantidade de hormônio a tomar por dia e pediu que eu voltasse uma semana depois. E o Tiago, nesse meio tempo, foi providenciar o espermograma. Vocês tinham que ver ele me contando de como foi, como a enfermeira do laboratório o orientou, muito engraçado "o método de coleta é via masturbação (...) no banheiro há material de apoio". hehehehehe
Beleza. Espermograma feito, consultas marcadas. E à espera da próxima menstruação... eu já estava conformada.
Meu ciclo, geralmente, na maioria das vezes, era de 30 dias, às vezes, era de 28. Então, pelas minhas contas, eu menstruaria dia 06 (se fosse 28 dias) ou dia 08 (se 30) de outubro.
Dia 06 de outubro, quinta-feira... meu baixo ventre já estava inchado, então, eu tinha certeza absoluta de que iria menstruar. Passou o dia e naaada. Ok, tenho até dia 08.
Dia 07, nada.
Dia 08, sábado de manhã, de meio-dia, de tarde, de noite e... naaaaada. Ok. Eu já estava desesperada. Eu queria muuuito estar grávida. E se eu não tivesse??? A única coisa que eu pedia a todos os anjos e a Deus era "por favor, se eu não estiver grávida, não quero a terrível frustração".
Dia 09, domingo e naaaaada. O dia todo e naaaada. Aflição, medo, desespero, terror, alegria, tudo se passava na minha cabeça e aquele gelo no estômago. Fim da noite e resolvi falar para o Tiago que alguma coisa não estava normal. Expliquei-lhe tudo sobre o meu ciclo, etc, etc, e que era para ele se preparar.
Eu estava morta de medo, não da gravidez, mas da frustração.
Dia 10 de outubro, segunda-feira. Fui trabalhar. Lá chegando, a aflição permanecia. Mal havia dormido na verdade. A Paula chegou, me deu bom dia e foi para a sala dela. Ela sozinha lá, e eu sozinha na minha sala. Não aguentava mais aquele medo me consumindo, então contei tudinho a ela no gtalk. Ela prontamente perguntou se eu já havia feito o teste de farmácia. Obviamente que não. Por que eu ia correr o risco de fazer o teste, errar na hora de fazer, dar negativo e eu morrer chorando, frustrada??? Pra quê? Então, ela disse que assim que saíssemos do trabalho, iríamos numa farmácia comprar o teste, e ela me ajudaria a fazê-lo. Ela já tinha feito vários, tem um filho lindo, o Pedro, de um ano e quase 2 meses. A Paula também comentou que quando descobriu a gravidez, a menstruação dela nunca havia atrasado... assim como a minha. Às 14h, saímos do trabalho em direção à farmácia... eu de moto, ela de carro. Compramos o teste e fomos para o local onde ela fazia aula de pilates. No banheiro, a agonia e o nervosismo tomavam meu corpo. Xixi no copinho, tirinha no xixi e a gente ria de nervosa... Até que, por fim, eu resolvi olhar a tirinha e lá estavam duas marquinhas confirmando o resultado POSITIVO. Eu estava grávida! Nos abraçamos, não sabíamos se ríamos ou se chorávamos. Grávida??? Como assim??? Não é possível... Grávida?? Eu?? Sim?? Que alegria!!! Obrigada Deus!!! Grávida?? Vou ser mãe?? Mãe??? Milhões de interrogações vagavam na minha cabeça confusa. Então, resolvi ligar para o Tiago, o co-responsável pelo acontecimento. Grávida?? Ele ficou meio estático no telefone, eu senti, tipo eu, sem reação. Decidimos, ele e eu, aguardar para contar para o resto do mundo. Despedi-me da Paula e fui ao centro espírita rezar e agradecer. A última vez que eu andaria de moto. Rezei, agradeci, me emocionei, tudo isso várias vezes em ordens aleatórias. Em casa, liguei para o consultório da primeira Dra. Adriana e a palavra milagrosa - grávida - foi responsável por uma consulta médica no dia seguinte, às 8h (!!!!!!). Em estado normal eu nuunca conseguiria essa consulta!
O resto do dia demorou a passar. O Tiago chegou em casa e quase nem falamos no assunto. Eu contei a história do exame de farmácia de novo e a conversa sobre essa assunto encerrou por ali. Pensei em ficar chateada com ele, mas seria injusto. Eu mal conseguia "digerir" a notícia que estava dentro de mim, imagina ele, que estava "de fora"...
Ahhhhh... esqueci de contar que na mesma manhã do dia 10/10, também pelo gtalk, falei para meu pai da grande probabilidade de ele vir a ser avô. E confirmei, meio previamente, à tarde, com o resultado positivo do teste de farmácia com uma mensagem de celular. Assim como avisei minha mãe e minha sogra. De imediato, meu pai e minha sogra responderam cheios de emoção... o silêncio da minha mãe me preocupou, mas eu não podia me entristecer diante de tal acontecimento tão incrível que estaria prestes a se confirmar de vez comigo!!!