terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Presentes...

Desse amor surgiu nosso maior presente...

Nosso bebê... que, provavelmente, será a Lívia!

E já ganhou presentes!!!

O primeiro presente foi a Danika quem deu: um brinquedo - típico de Pedagoga!

Essas roupinhas fui eu quem comprou como meu primeiro presente para o papai Tiago, exceto o pagãozinho que foram o Tiago e eu quem escolhemos!

A água de colônia e o sabonete foram o papai Tiago quem deu de presente para mim como presente de aniversário!

O sabonete e o xampu foram o titio Lucas e a titia Vanessa que deram!

Fralda impermeável - presente da querida colega Magda!

Os primeiros sapatinhos! O branco foi presente da Deise e o amarelo da Paula S.

 O primeiro casaquinho de lã, a primeira meia e mais um sapatinho - personalizados antes de saber o sexo do bebê. Presentes da Dulce e da Angela.

Presente da vovó Sônia e do vovô João: esterelizador de mamadeiras.

O primeiro sapatinho. Presente de Natal da prima Nane!

Os primeiros enfeites de cabelo e mais uma meia: presentes de Natal das primas Juliana e Simone e da tia-vó Luiza.

O primeiro porta-retratos: presente de Natal da tia-vó Rejane e do tio-vô Jorge.

Nós três agradecemos os presentes e principalmente o carinho e o amor dos familiares e amigos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Desejos... Você está servida?

Não pense que o desejo de uma mulher grávida é tão extravagante ao ponto de ela acordar o marido à noite para ele pular voando da cama e ir correndo comprar um profiterólis. E não pense que quando ele chegar com o profiterólis o desejo terá passado. Ah, e o que é profiterólis? Não sei, só ouvi falar na televisão. Então, os meus desejos até agora foram poucos, de comidas normais e fáceis de encontrar. E o desejo só passa quando a gente come o que tanto queria.
O primeiro desejo que tive veio antes dos enjoos. De repente veio uma vontade de comer pastel de frango. Na primeira oportunidade que tive de comprar o pastel, não comprei. Veio uma culpinha de querer comer fritura. Pensei que a vontade ia passar, mas me enganei. Alguns dias passaram, até que em um sábado, o Tiago e eu fomos almoçar pastel! Ele pediu um de carne, eu, um de frango e mais outro de frango para dividirmos. Noooooossa, que delícia aquele pastel de frango. Pronto, a vontade passou!!!
Depois, o segundo desejo foi engraçado. Eu queria muito, mas muito mesmo, comer pãozinho doce com creme por cima e margarina. No Rio Grande do Sul, chamam de pão massinha. Fiquei diiiias para ir a um lugar onde tivesse o tal pão. Até que fui, mas não tinha com o creme, só com farofa. Comi, estava ótimo, mas a vontade permanecia. Até que um dia, fui ao mercado e comprei um saquinho com 04 pãezinhos! Nossa, só o fato de comprar me realizou! Quando cheguei em casa, comi o pão doce com creme e massinha. Foi ótimo. Como eram quatro pães, levei uns dois dias para comê-los, mas o Tiago também comeu.
Outro desejo que tive foi algo instantâneo. O Tiago, eu e a barriga fomos jantar na casa do Gustavo e da Andréia. O menu da noite seria guacamole com nachos de aperitivo e rizzotto funghi para o jantar. Uma delícia! Enquanto conversávamos e aperitivávamos, e o Gustavo preparava o rizzotto, ele comentou que quando foi à casa de seu pai, colheu bergamotas e fez suco delas... Nossa, na hora eu salivei. Ele tinha um restinho de suco congelado e como viu que meu desejo transpareceu, fez o suco para nós todos. Nooooossa, que suco maravilhoso. Foi o melhor suco da minha vida! Bem geladinho, com farelinhos de gelo derretendo na boca! Hummmmmmmmmmmmmmmmmmmm. Vou confessar que fiquei com um pouquinho de vergonha de causar o fim do suco de bergamota da Andréia e do Gustavo, mas ele prontamente fez com tanto carinho... impossível negar!
O último desejo que tive foi de yakissoba. Isso foi quarta-feira (14/12). Pedi por telefone, já que o Tiago iria jogar futebol e ficaria até mais tarde num churrasco com amigos. Quando o interfone tocou, fiquei contente em saber que nem demorou tanto para meu yakissoba chegar. O moço me entregou a caixinha, e eu prontamente fui saboreá-lo. Demorei uma meia hora para terminar e estava maravilhoso! 
Algo que percebi foi que passei a comer mais devagar do que antes de ficar grávida. Isso é ótimo, pois assim consigo comer tranquilamente, mastigar bem os alimentos e saboreá-los.
Ah, e tem outra coisa ótima... eu não sinto vontade de comer doces, tipo chocolates, balas, etc. O que me passei um pouco no começo foi com sorvete, mas recebi uma bronca da obstetra, então manerei e passei a me contentar com picolés de frutas - que seeempre são bem-vindos ao meu estômago - e aqueles sorvetes de iogurte sem gordura. Até me lembrei de que esse "yogofrozen" foi uma das coisas de que tive desejo instantâneo.
Bom... meus desejos foram bem aceitáveis, não? E nem precisei acordar o Tiago de noite para comprar comida pra mim!! Na verdade, geralmente eu sou a responsável por comprar os alimentos aqui para casa e cozinhar. Mas não pensem que o Tiago só senta à mesa e come a comida que preparei. Ele já teve aulas comigo de cozinha e preparou uma ótima carne de panela e bifes acebolados!!! A tarefa de fazer arroz, inclusive, é dele, pois ele faz bem melhor que eu.
E sabe que até tenho me animado mais a cozinhar? Tenho feito feijão, bifes, peixe à milanesa, bifes de novo (ahahahah), galinhada, saladas temperadas com sal, vinagre e azeite de oliva, galinha descabelada (desfiada com requeijão e batata palha) e, por último, panquecas!!! Sim!!! Foi minha primeira vez fazendo panquecas e ficaram ótimas, o Tiago até comeu uma no café da manhã! 
Chega de falar de comida, até porque estou um pouco estufada por ter comido o pedaço de pizza de calabresa que sobrou de ontem! heheheheh ; )

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Dragão e tsunami atacando meu navio

Depois daquelas semanas maravilhosas logo após a descoberta da gravidez, em que você é uma pessoa linda e fica ainda mais por estar constantemente alegre, suas roupas ainda são de uma mulher não grávida, mas você está grávida... vem, de repente, um tsunami e leva seu navio para o meio da tormenta. Do nada, um mal-estar, um "terrível-estar", que não te deixa mais tomar o suco de soja e maçã que você tanto adora, não deixa mais você comer carne moída temperadinha, mas mesmo assim você se pega morrrrrrendo de fome como se houvesse um buraco negro no seu estômago. Sim, isso é enjoo. E não é um enjoo que passa, ele fica, balança seu navio o dia inteiro e você não pode tomar remédio sem falar com sua médica. Aí você fala com sua médica, ela receita um remédio para enjoo. Na ânsia de melhorar, você toma com fervor, o enjoo passa na primeira... e na segunda vez que você toma, mas depois você se sente traída pelo efeito placebo!!!! NÃO ADIANTA NADA!!! Aí você volta na médica, você lê mil artigos, e todos dizem que os enjoos vão até a 12ª semana. A partir daí, o calendário passa a ser o artigo mais importante da sua vida!!! 
Além do balanço trepidante que o tsnunami provoca em seu navio, fazendo você querer vomitar de uma vez (e você não vomita nunca), tem uma certa queimação que começa a se intercalar com o enjoo. AZIA! Eu já havia sido apresentada à azia há muitos anos, com 15 anos precisamente. Os remédios e alimentos indicados a ingerir amenizavam o sintoma ou até o exterminavam, mas na gravidez não é bem assim. A azia da gestante é pior do que a azia de uma pessoa com gastrite ou esofagite (tive e tenho respectivamente). Você vai desesperadamente à médica, e ela, bondosamente, te receita um líquido branco que promete apagar esse dragão dentro de você. O hidróxido de alumínio sabor hortelã. Você usa uma, duas semanas, depois não pode nem ver o frasco do remédio na sua frente... é preferível que o dragão a domine a tomar aquela meleca branca de hortelã que não adianda naaada. Massss a médica diz baixinho antes de você sair: "se a azia for muito forte, você pode tomar omeprazol". Sinos badalam nos meus ouvidos. No começo, você se rende ao dragão, já que o tal hidróxido te enganou, mas depois de muito sofrimento, você apela para o omeprazol e pede mil desculpas para o bebê por ter que fazer isso. Você engole o omeprazol com água, vorazmente, e passa a suplicar para que os minutos e horas passem para que o dragão seja dominado dentro de seu corpo. O fogo da azia é apagado, mas enquanto você esperava que isso acontecesse, o gosto estranho daquela cápsula sintética domina seu ser!
Mas você não pode se apavorar. A tão sonhada 12ª semana vai chegar e isso tudo vai passar. Se demorar mais, o máximo que pode acontecer é você esperar o bebê nascer para não sentir mais enjoos e azia. E... outras coisas virão em seu lugar!!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Depois da gravidez, a minha vida.

No dia seguinte à descoberta da gravidez, o Tiago e eu fomos ao consultório da Dra. Adriana para minha primeira consulta de grávida. Ao nos ver juntos, ela perguntou: "tem novidade?" Não aguentamos e respodemos "Sim". O Tiago levou o resultado do espermograma, normal, e eu o do teste de farmácia. Ela disse que se o de farmácia dá positivo, dificilmente está errado. Receitou-me uma lista enorme de exames de sangue e o Beta hCG para confirmar o teste de farmácia. Já coletei os exames no laboratório ao lado do consultório. O Tiago e eu nos despedimos um do outro e fomos trabalhar. No trabalho, só a Paula sabia... quando a gente se olhava, só ria... não podíamos falar. O resultado do exame de sangue só sairia à tarde... o tempo demorou a passar.
Diante da ansiedade em saber o resultado, liguei para minha mãe para saber o porquê do silêncio. Perguntei se ela tinha recebido a mensagem no dia anterior. A resposta foi não e o silêncio estava justificado. Então, "tenho uma coisa pra te contar". Ela prontamente disse junto comigo "tu estás grávida"-"eu estou grávida". SIM, GRÁVIDA. Mas o resultado do exame de sangue sairia em algumas horas. Conversamos um monte, empolgadas, felizes. A minha vó ligou, super-feliz também e confirmou a felicidade da minha mãe. Ao desligar o telefone, fui direto ver o resultado do exame via internet. Lá estava um monte de códigos e coisas ininteligíveis para uma leiga, mas oito palavras que diziam tudo POSITIVO. Confirmou de vez. Novamente milhões de interrogações na minha cabeça. E novamente mensagens de celular para meu pai, para minha mãe, para minha vó e para minha sogra. Imprimi o resultado e deixei-o em cima da mesa para quando o Tiago chegasse em casa e fui para a aula. Lá na Universidade, contei para a Deise, meio baixinho, e ela chorou de emoção. Achei linda a atitude dela, acho até que me culpei um pouco por não ter chorado convictamente até o momento. Então ela disse que chorava por ver uma gravidez planejada se concretizando, e isso era lindo e emocionante. Deise... um amor de pessoa. 
Os dias foram passando, fomos contando aos poucos para o resto do mundo, pois é o tipo de notícia que dá vontade de contar para a primeira pessoa que se vê na frente, até um desconhecido. A maioria de nossos/as amigos/as souberam por mensagem de celular... e era (ainda é) maravilhoso ler a reação das pessoas. 
Um dia, contei no trabalho. Quem eu nem imaginava ficou suuuuper-feliz, a Lu, quem eu esperava, nem deu tanta bola. Mas todos a quem eu contava me abraçavam, sorriam, desejavam votos de saúde e felicidade. Estar grávida é tão legal quanto receber o carinho das pessoas quando elas sabem da notícia e dos acontecimentos no decorrer da gravidez.
Só hoje eu resolvi escrever tudo isso. Não queria deixar apenas na minha memória, quero ainda dividir isso com quem gosta de mim. Estou com +ou- 13 semanas gestação ou cerca de 3 meses. Confesso que a conversão de semanas em meses me deixa um pouco confusa ainda.
Depois disso, veio o tempo de se acostumar com a ideia de estar grávida... De o Tiago e eu nos acostumarmos com o fato de que definitivamente vamos ter um bebê. Não foi e não é fácil, mas é um processo natural.
Já ia esquecendo de dizer que também retornei à endocrinologista na mesma semana em que descobri a gravidez. Ao contar a ela, ela também ficou bem feliz... e na consulta anterior eu já estava grávida e não sabia. A Dra. Adriana endocrinologista também é um amor e passou a cuidar de mim com mais cuidado ainda.
Lembrei de mais uma coisa... no dia em que confirmou a gravidez com o exame de sangue, avisei minha amiga Angela, de Torres, por mensagem, e, à noite, ela me ligou. Ela é falante pra caramba, e disse que queria saber tudinho, até como o bebê foi feito! hehehe Essa guria é doida mesmo! Te adoro, viu maluquinha?
Bom... a partir daqui, vou contar o que geralmente não dizem às mulheres sobre a gravidez. Mas não se preocupem e não desistam, tuuuuudo passa!

O fracasso meu a cada menstruação... procurando onde não tem até que encontrei...

Então conheci a Dra. Adriana. A tão maravilhosa médica obstetra e ginecologista de quem minha amiga Andressa sempre falava. Realmente, a Dra. Adriana é um amor. Pediu para que eu repetisse todos os exames de sangue que eu havia feito e ainda pediu mais alguns, inclusive ultrasson transvaginal. Voltei ao consultório dela umas duas vezes e tudo normalíssimo com meu aparelho reprodutor. E ela perguntou: "e teu marido já foi ao médico?" Eu falei que não, que ele era cabeça dura e não queria ir, então ela mesma solicitou o espermograma. Orientou-me também a procurar um endocrinologista, a taxa do hormônio de tireóide estava levemente alterada. Procurei uma endocrinologista, também chamada Adriana. Expliquei-lhe tudo das tentativas de gravidez e, ela, então, solicitou que eu repetisse os exames de tireóide, o que veio a confirmar hipotireoidismo. Fez o cálculo da quantidade de hormônio a tomar por dia e pediu que eu voltasse uma semana depois. E o Tiago, nesse meio tempo, foi providenciar o espermograma. Vocês tinham que ver ele me contando de como foi, como a enfermeira do laboratório o orientou, muito engraçado "o método de coleta é via masturbação (...) no banheiro há material de apoio". hehehehehe
Beleza. Espermograma feito, consultas marcadas. E à espera da próxima menstruação... eu já estava conformada.
Meu ciclo, geralmente, na maioria das vezes, era de 30 dias, às vezes, era de 28. Então, pelas minhas contas, eu menstruaria dia 06 (se fosse 28 dias) ou dia 08 (se 30) de outubro. 
Dia 06 de outubro, quinta-feira... meu baixo ventre já estava inchado, então, eu tinha certeza absoluta de que iria menstruar. Passou o dia e naaada. Ok, tenho até dia 08. 
Dia 07, nada.
Dia 08, sábado de manhã, de meio-dia, de tarde, de noite e... naaaaada. Ok. Eu já estava desesperada. Eu queria muuuito estar grávida. E se eu não tivesse??? A única coisa que eu pedia a todos os anjos e a Deus era "por favor, se eu não estiver grávida, não quero a terrível frustração". 
Dia 09, domingo e naaaaada. O dia todo e naaaada. Aflição, medo, desespero, terror, alegria, tudo se passava na minha cabeça e aquele gelo no estômago. Fim da noite e resolvi falar para o Tiago que alguma coisa não estava normal. Expliquei-lhe tudo sobre o meu ciclo, etc, etc, e que era para ele se preparar. 
Eu estava morta de medo, não da gravidez, mas da frustração.
Dia 10 de outubro, segunda-feira. Fui trabalhar. Lá chegando, a aflição permanecia. Mal havia dormido na verdade. A Paula chegou, me deu bom dia e foi para a sala dela. Ela sozinha lá, e eu sozinha na minha sala. Não aguentava mais aquele medo me consumindo, então contei tudinho a ela no gtalk. Ela prontamente perguntou se eu já havia feito o teste de farmácia. Obviamente que não. Por que eu ia correr o risco de fazer o teste, errar na hora de fazer, dar negativo e eu morrer chorando, frustrada??? Pra quê? Então, ela disse que assim que saíssemos do trabalho, iríamos numa farmácia comprar o teste, e ela me ajudaria a fazê-lo. Ela já tinha feito vários, tem um filho lindo, o Pedro, de um ano e quase 2 meses. A Paula também comentou que quando descobriu a gravidez, a menstruação dela nunca havia atrasado... assim como a minha. Às 14h, saímos do trabalho em direção à farmácia... eu de moto, ela de carro. Compramos o teste e fomos para o local onde ela fazia aula de pilates. No banheiro, a agonia e o nervosismo tomavam meu corpo. Xixi no copinho, tirinha no xixi e a gente ria de nervosa... Até que, por fim, eu resolvi olhar a tirinha e lá estavam duas marquinhas confirmando o resultado POSITIVO. Eu estava grávida! Nos abraçamos, não sabíamos se ríamos ou se chorávamos. Grávida??? Como assim??? Não é possível... Grávida?? Eu?? Sim?? Que alegria!!! Obrigada Deus!!! Grávida?? Vou ser mãe?? Mãe??? Milhões de interrogações vagavam na minha cabeça confusa. Então, resolvi ligar para o Tiago, o co-responsável pelo acontecimento. Grávida?? Ele ficou meio estático no telefone, eu senti, tipo eu, sem reação. Decidimos, ele e eu, aguardar para contar para o resto do mundo. Despedi-me da Paula e fui ao centro espírita rezar e agradecer. A última vez que eu andaria de moto. Rezei, agradeci, me emocionei, tudo isso várias vezes em ordens aleatórias. Em casa, liguei para o consultório da primeira Dra. Adriana e a palavra milagrosa - grávida - foi responsável por uma consulta médica no dia seguinte, às 8h (!!!!!!). Em estado normal eu nuunca conseguiria essa consulta! 
O resto do dia demorou a passar. O Tiago chegou em casa e quase nem falamos no assunto. Eu contei a história do exame de farmácia de novo e a conversa sobre essa assunto encerrou por ali. Pensei em ficar chateada com ele, mas seria injusto. Eu mal conseguia "digerir" a notícia que estava dentro de mim, imagina ele, que estava "de fora"... 
Ahhhhh... esqueci de contar que na mesma manhã do dia 10/10, também pelo gtalk, falei para meu pai da grande probabilidade de ele vir a ser avô. E confirmei, meio previamente, à tarde, com o resultado positivo do teste de farmácia com uma mensagem de celular. Assim como avisei minha mãe e minha sogra. De imediato, meu pai e minha sogra responderam cheios de emoção... o silêncio da minha mãe me preocupou, mas eu não podia me entristecer diante de tal acontecimento tão incrível que estaria prestes a se confirmar de vez comigo!!!

Ser mãe na infância...

Creio que a maioria das mulheres sonha em ser mãe. Não é à toa que o instinto feminino da maternidade se manifesta nas meninas desde muito cedo, ao ensaiar ser mãe já no brincar de bonecas. Eu, por exemplo, adorava brincar de Barbie, mas também teve um período que ter um "bebezão" era meu sonho. Eu tive um que, segundo minha mãe, fiz um escândalo para ganhar, com direito a me jogar no chão e chorar na frente da loja por volta dos 06 anos de idade. Ganhei o tal bebê, mas junto com ele umas boas broncas! Trocar as roupinhas, trocar as fraldas de pano e as calças plásticas, fazer ele comer, ensiná-lo a falar... era tudo muito mágico. Depois, por volta dos 09, 10 anos, eu tinha uma amiga que tinha "o" bebê. Ele era fantástico! Pedi, implorei, chorei, mas esse não ganhei. Tive que me contentar com o que eu já tinha desde os 06 anos. Nem por isso fiquei traumatizada por não ter ganho o bebê dos sonhos. Depois foram as Barbies... Nessa brincadeira, eu lembro de fazer minhas bonecas serem mais atuantes, eu copiava o que via na televisão - já era influenciada desde cedo, elas tinham mini-móveis, uma casinha toda arrumada, até empregada, era aquela boneca de plástico duro, que trocava de peruca, a "peruquesa"! Até as bonecas da Xuxa (que era feia pra caramba) e da Angélica (que tinha coxas grossas como a mulher de verdade) eu tive, do tamanho da Barbie.
Enfim... desde a infância eu venho ensaiando essa vida de adulta, como contribuiu muito o estudioso Vygotsky.
Até que um dia a gente cresce... tem que estudar por conta própria, tem que trabalhar, morar sozinho, casar, pagar as próprias contas, cozinhar! E acho que essa fase de adulto é bem difícil. Quando eu era criança sonhava em ser adulta e hoje sou... mas desejar ser criança de novo não me levará de volta à infância, não na minha... Nenhum adulto, na época, me disse que ser adulto era difícil, mesmo se tivesse dito, eu não teria a opção de escolher ficar criança. Coisas e descobertas da vida.
Aí, depois de crescer, tornar-me adolescente, maior de idade, jovem, e, hoje, oficialmente sou adulta... mas o que marcou isso na minha vida foi quando meu marido e eu compramos nosso primeiro apartamento. Só a partir desse acontecimento é que me senti, de vez, adulta!
A vida estava dentro dos conformes: apartamento, carro, trabalho, marido, amizades, alegrias, eventuais problemas. E, então, a decisão de ter filhos. Essa decisão foi sendo construída há um ano com meu marido. Uma decisão de casal, planejado juntos. Ok. Já há muito tempo eu havia deixado de tomar anticoncepcional oral, pois me trazia muitos incômodos e a camisinha era amiga de todas as horas. Mas quando decidimos ter filhos, paramos de usá-la. As tentativas começaram e a cada menstruação que descia eram fracassadas. Como dizia meu marido, o Tiago, "cada vez que ela (eu) menstrua, é uma depressão". Depressão pra mim. Pra ele, um alívio. Decidi, então, procurar ajuda médica. Não fui à ginecologista, fui à outra, uma profissional maravilhosa, a Fabrícia. Ela me pediu muitos exames de sangue de rotina. E, graças a Deus, tudo normal, lembro ela dizendo "você pode até ter gêmeos". E as tentativas fracassadas permaneceram. Decidi de uma vez por todas e fui à ginecologista!