sábado, 13 de abril de 2013

Tudo de bom

Dez meses e quatro dias fora da minha barriga. Quatro dentes. Duas perninhas loucas para saírem correndo. Dois braços ágeis e duas mãos ligeiras. Uma boca degustadora de tudo o que a imaginação permite. Dois olhos azuis brilhantes e cheios de ternura. Dois ouvidos aguçados para tudo o que se passa ao seu redor. Um coração que bate acelerado. Um corpinho tão pequeno com um espírito tão maduro e antigo com quem tenho a oportunidade de ser mãe!!!! E assim os dias vão passando, e a Lívia crescendo contente, feliz, risonha, manhosa, invocadinha, meiga, carinhosa, esperta, inteligente, faceira, amorosa, moleca...
Muitas coisas no cotidiano de nossas vidas aconteceram e me mostraram que não é o fim do mundo estar longe da minha pequena, como sair à noite com meu amor pra dançar; limpar a cozinha toda por causa da panela de pressão enquanto ela brincava e pedia minha presença na sala, mas acabou dormindo no meu colo quando, por fim, me rendi as suas lágrimas de crocodilo; buscá-la na escola às 18h todos os dias. 
Cada dia mais vejo o quanto ser mãe é maravilhoso. Não penso que ser mãe é padecer no paraíso. Penso que ser mãe é algo prazeroso e difícil; fabuloso e cansativo; um mar de contradições, mas não ao ponto de pensar que eu padeço diante das dificuldades. Sofro o que tiver que sofrer, às vezes sou uma fortaleza, às vezes me desespero, mas sempre confiando no Pai maior e sabendo que tudo passa. Por que enquanto a Lívia é pequena, tenho certo domínio sobre o que acontece com ela, mas à medida que o tempo passa, muita coisa foge ao meu controle, até porque ela vai se tornando mais independente a cada dia.
E eu posso ler mil livros sobre como educar uma menina ou escrever um livro ou blog para dizer o que fazer durante a gravidez e no primeiro ano de vida do bebê. Mas cada pessoa é diferente, cada mulher, cada bebê... E é nessa diferença que está a beleza de ser mãe,  porque só sendo mãe é que se aprende (ou não) a ser...