quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A estética de uma mãe "normal"

Antes de ser mãe, nunca fui magrinha, com barriga tipo tábua ou cheia de curvas sensuais, nunca usei biquíni fio, nunca gostei de mostrar a barriga, pois eu sempre tive uma barriguinha fora do padrão midiático de beleza... ou melhor, de magreza. Na infância, sempre fui barrigudinha, e até já fui motivo de piada. Mas eu cresci, fiquei adulta, fui empurrando com a barriga (risos), e até que gostava de mim. Nunca fui fã de academia, mas já fiz de tudo um pouco nessa vida: musculação, ginástica localizada, natação, ginástica normal, caminhada, corrida, yoga, spinning, e de um ano para cá, +ou-, tenho feito Pilates. De tudo isso, eu gostei de natação e Pilates... 
Um pouco antes de ficar grávida, comecei a fazer Pilates, pois eu ouvi dizer que era praticamente milagroso, que deixava tudo durinho, etc, etc. Claro que não é milagroso, eu que era e sou tola mesmo, mas tomei gosto pela coisa. Aí, descobri a gravidez e fiquei fazendo Pilates moderadamente, mas tive um pequeno sangramento e parei de me exercitar por orientação médica até completar as 12 semanas iniciais da gravidez. Passou um pouco mais disso, até... aí voltei a fazer Pilates e fui até quase o fim da gravidez. Parei porque estava me sentindo muito cansada, um pouco inchada, a menina era grande e eu não dava mais conta da barriga... parecia que eu ia explodir! heheheheh
Na gravidez, já tinha as cobranças de não engordar mais que 11 Kg... eu já escrevi sobre isso aqui durante a gestação, mas eu cheguei a 80,5 Kg!!!! Ou, seja, 16 acima do que eu tinha antes de engravidar. E saíram estrias na minha barriga. Uma pena, fiquei triste e até chorei quando vi que era real. Mais uma vez eu me cobrando por algo estético e que eu não tinha como controlar. Por que tu pode passar todos os cremes e óleos do mundo, não engordar muito e etc, mas se for para sair estria, vaaaai sair. 
Enfim, a Lívia nasceu, está com quase 6 meses, e ainda estou 3 Kg acima do meu peso de antes. Ainda estou amamentando e é impossível fazer dieta e tal, pois a fome às vezes é incontrolável e inexplicável... a ponto de salivar só de falar ou pensar em comida, mesmo estando de barriga cheia.  
A "barriga-Lívia" saiu, mas ficaram as estrias, a flacidez, as celulites triplicaram, a barriguinha aumentou... Muitas pessoas me dizem para eu ter calma, que o pós-parto ainda é recente, que estou ótima, que já emagreci tudo, blá blá blá blá blá blá. Maaaaas, sempre tem mas, muitos "mas", eu não me sinto bem, muitas vezes me sinto feia, gorda, infeliz e por aí vai. Daí, a gente olha na mídia e fulana de tal pariu há poucos meses, menos do que eu, e já voltou à forma... 
Nessas horas, sim, dá vontade de ser um avestruz, achar um buraco, entrar e ficar lá para sempre. Que horror, né? Eu sei. Mas isso se chama escravidão por causa da mídia. Essa mídia podre que faz da minoria o padrão a ser seguido pela maioria. Mas essa maioria não pode seguir isso e nunca será como essa minoria - minoria que tem dinheiro, não podemos esquecer. 
Aquela fulana de tal que já está linda e maravilhosa com seu bebê tem dinheiro, faz mil tratamentos estéticos, tem diversos profissionais à disposição para restringir sua alimentação e matá-la de tanto fazer atividade física e, provavelmente, uma (ou várias) babá que cuida do seu filho...
Diante desse desabafo, sem desmerecer as mães famosas, eu digo que mães guerreiras de verdade somos nós que não temos uma conta bancária recheada e que nos viramos como podemos para educarmos e amarmos nossos filhos, que emagrecemos, voltamos ao peso de antes da gravidez, OU NÃO, e somos amadas por nossos maridos e amigos não pela beleza física, mas pelo que somos por dentro, pelo nosso caráter... Meu marido, com todo amor e carinho, diz que estou linda, mesmo que eu não esteja como ele e eu gostaríamos... mesmo com todas as minhas celulites, estrias, cabelos que não param de cair, algumas manchas na pele que ficaram da gravidez, com as unhas por fazer, com a pele ressecada... 
Nós somos mães-polvos que fazemos tudo o que fazíamos antes e agora cuidamos da nossa cria. Nósss, não as mil e uma babás. Nada contra as babás, viu?! 
Eu não estou aqui crucificando as famosas, não é isso... mas sim essa mídia que nos trata a todas como farinha do mesmo saco. Mas não, somos todas diferentes umas das outras, a começar pela condição social que não nos permite pagar todos aqueles tratamentos estéticos para ser uma Angélica da vida que teve três filhos e fica magérrima, esbelta...
Bom, já entro na minha calça jeans preferida, apesar de ficar um pouco apertada ainda, aderi às blusas mais larguinhas que combinam mais com meu novo estilo mãe de ser, uso mais sapatilhas do que sandálias altas, enfim... estou me adaptando ao meu estado estético atual! Estou tentando ser feliz em relação ao meu corpo, mas sei que isso não pode ter tanta importância, pois o corpo morre um dia... e a coisa mais importante dessa vida é a minha filha linda e maravilhosa e por ela eu faria tudo novamente...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Contra o tempo...

Já faz quase dois meses que não escrevo. Não é falta de assunto, só de inspiração para reunir tudo o que tem acontecido e transformar em algo bom de ler.
Então... minha filha está com 5 meses e 14 dias, cada dia mais linda, esperta e inteligente. Como é maravilhoso poder perceber cada passo no desenvolvimento dela. Fim de semana passado montamos o pinheiro de Natal aqui em casa. Precisava ver a delicadeza da Lívia ao tocar nos enfeites. A euforia, então, ao ver as luzinhas brilhando no escuro, era pura festa. Também montei um pinheirinho no quarto dela, com luzinhas coloridas. Aí, essa semana, levei-a ao quarto para trocar a fralda, e como ela estava meio sonolenta por recém ter acordado, acendi o pinheirinho e também o abajur. Quando chegamos no quarto, ela olhava para o pinheirinho e virava o rostinho para o outro lado e olhava o abajur. Parecia que estava se perguntando porque mudei o abajur de lugar. Aí eu expliquei para ela que coloquei o abajur na cômoda porque junto com o pinheirinho ficaria muito apertado. 
Sem contar que a Lívia está indo para a creche desde 01 de novembro. Por enquanto só à tarde. E no meio da tarde vou lá amamentá-la. Confesso que essa parte é um pouco difícil, pois como não tem um local apropriado para amamentação na escola, estou sofrendo um pouco com dores das costas. O primeiro dia de creche eu chorei ao sair de lá. O segundo dia, a Lívia chorou um pouco, mas a partir do terceiro, só alegrias!
Tem dias que ela nem quer mamar direito na creche... creio que seja por causa da curiosidade de ver as coisas em volta e também porque não há mais tanto interesse em ficar "pendurada" na mãe. Li em alguns artigos na internet que se com o passar do tempo o bebê não tem mais tanta concentração e interesse para mamar no peito, apesar da curiosidade natural, é porque aproxima-se o tempo de ele largar o peito por conta própria. Penso que o tempo da Lívia deve estar chegando, pois esse "desinteresse", várias vezes também ocorre em casa. Esses dias, ela trocou a hora do mamá, por suco de laranja lima! heheheh
O meu tempo de voltar a trabalhar se aproxima... dá um alívio e ao mesmo tempo uma dor no coração, pois às vezes cansa de ficar só em casa, mas também dá um dó de saber que não terei mais meu tempo livre e disponível só para a Lívia. Mas é assim... temos que nos adaptar a tudo. E certamente ela se adapta melhor às coisas e pessoas do que eu.
Cada dia que passa, eu agradeço a Deus pela dádiva de ser mãe. Eu sempre quis ser mãe, mas nunca imaginei que fosse capaz. E sou! Quando estava grávida, dúvidas era o que mais povoavam minha cabeça. Mas foi só a Lívia nascer e as dúvidas se transformaram em capacidade para ser mãe, para amar meu bebê! 
É uma experiência única, incrível, maravilhosa, essa de ser mãe. Porém difícil e cansativa, isso também precisa ser dito. Hoje sou capaz de dar minha vida pela minha filha e tenho certeza de que a existência dela me fez e me faz uma pessoa melhor todos os dias. 


Estou quase sentando sozinha!
24/10/2012.

Então é Natal... o meu primeiro fora da barriga da mamãe!
18/11/2012.