sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Descobertas...

Confesse! As principais perguntas que vêm à sua cabeça quando você vê uma grávida são: “De quantos meses ela está?” e “É menino ou menina?”. Tudo bem, isso também vinha e ainda vêm à minha cabeça ainda hoje, isso que agora faço parte do clubinho das barrigudas!!!
Vamos ao que interessa, hoje são muitas coisas que quero contar!
No primeiro trimestre da gravidez é mais difícil descobrir qual o sexo do bebê, pois ele ainda está em formação, mas há exames mais específicos e caros que possibilitam isso ao casal. Eu não tinha a intenção de saber se o que estava dentro de mim era menina ou menino, até porque isso se revela inevitavelmente quando o bebê nasce. Preferência por sexo eu tinha, queria que fosse menino, mas no meu caso que engravidei pelo método tradicional, essa foi uma escolha que não coube a mim, mas à Natureza.
As pessoas mais próximas, e até as não tanto, deram seus palpites: “é uma menina, eu nunca erro”, “você tem cara de mãe de menino”, “hummm, deixa-me ver... é um menino, eu nunca erro”, cheguei até a fazer uma brincadeira boba que minhas amigas DaniS propuseram. Na minha ausência, elas pegaram uma colher e um garfo e puseram cada um embaixo de um travesseiro. Em seguida, pediram para eu sentar em cima de um deles. Ao ver o que tinha embaixo sairia o resultado. Eu sentei sobre o travesseiro que tinha uma colher debaixo dele. E colher significa que eu teria uma menina. Fiquei frustrada. Ahahahah Como se esse teste mudasse alguma coisa do que estava determinado a ser. E assim foi. Minha mãe, minha vó, meu pai, meu sogro, minha sogra, minha madrinha, todos disseram que seria menina. Até que um dia, com 13 semanas de gestação, fui fazer o USG da translucência nucal, aquele exame que permite saber quais as probabilidades de o bebê ter ou não Síndrome de Down. Segundo minha médica, entre os dias que ela me falou na época, talvez fosse possível verificar o sexo do bebê. Então, no dia 10 de dezembro de 2011, o Tiago e eu fomos à clínica realizar o USG. Obviamente que me emocionei, na verdade, foi o exame em que mais chorei até agora. Só de ouvir o médico dizendo que tudo estava perfeito com meu bebezinho, ouvir o coraçãozinho dele batendo era inexplicável e emocionante. O médico perguntou se queríamos saber o sexo. PAUSA PARA DECISÃO E ABRE UM PARÊNTESE. Eu não queria saber o sexo, mas a pressão das famílias e do mundo ao redor faz você abrir mão do que você quer, ou do que você ainda não tem tanta certeza do que quer e não ficou querendo decidir. Daí, o Tiago e eu nos olhamos e dissemos que “sim”. Tudo isso em menos de trinta segundos. FECHA PARÊNTESE. Aí, em meio às investigações, o médico falou diversas vezes que talvez, provavelmente, pela formação que era indicada no exame, teríamos uma menina. E como o nome já estava decidido, isso sim!, talvez a Lívia viesse ao mundo.
Ok. O tempo passou, a barriga foi crescendo, o desenvolvimento fetal sempre normal e saudável, as consultas à GO de rotina aconteceram, e as pessoas perguntando se eu já tinha certeza do sexo... Poxa, “oi, tudo bem? Eu estou bem e meu bebê também está bem.” Até que um dia, numa dessas consultas, a Dra. Adriana solicitou novo USG, agora o morfológico, que verifica se o bebê está tendo um desenvolvimento saudável dos órgãos, membros, etc, e que deve ser feito entre a 20 e 24ª semana de gestação. Entre 10 de dezembro e 28 de janeiro, período entre os últimos USG, meu bebê ganhou presentes rosas, verdes, amarelos, brancos, brinquedos coloridos... e algumas pessoas que eu pensava que dariam presente na primeira oportunidade, resolveram esperar a CERTEZA do sexo da criança.
Cerca de três dias antes do dia do USG morfológico, comecei a ficar ansiosa, curiosa, louca pra saber se era a Lívia ou o Pedro que viria ao mundo. Não sei, acho que de tanto as pessoas me atucanarem, acabei internalizando a curiosidade. Chegou o dia 28 de janeiro, o Tiago e eu fomos à clínica, e fui examinada por uma médica engraçada que conversa com o bebê numa linguagem bem “nhenhenhé”. De imediato, já dissemos que queríamos saber quem estava me cutucando... e a primeira imagem captada pelo USG foi uma “perereca” – na linguagem da médica – onde imediatamente ela escreveu o nome da nossa filhota: Lívia! Foi pura emoção, não só esse momento, mas os 17 minutos que duraram o exame. Tudo perfeitinho, tudo, tudo! Mãos, pés, ossos, cérebro, rins, estômago, cavidade abdominal, boca, coração... tudo absolutamente. Os comentários variavam entre “ótimo”, “perfeito” e “excelente”, e o babões ali emocionados. Só que dessa vez eu só fiquei com os olhos úmidos, não cheguei a morrer chorando. Da porta para fora da clínica, avisamos o mundo que a Lívia estava a caminho!
No dia seguinte, 29 de janeiro, meu pai trouxe minha mãe e minha irmã – a dinda da Lívia – para passarem uns dias aqui comigo. Um bando de babões só paparicando minha barriga e a mim. Ahhhh... isso é muito bom na gravidez! O pai foi embora, a mãe e a Thayná ficaram aqui conosco quatro dias. Férias. Levamos a Lívia à praia, dormimos, levei a Lívia ao Pilates comigo e inúmeras vezes ao mercado (essa parte tá ficando chata, porque das últimas vezes eu tenho que ir sozinha, trazer tudo pra casa e guardar nos armários... fora que o caixa preferencial do mercado nem vale a pena usar, pois geralmente se espera mais na fila dele do que num caixa normal), a Lívia e eu levamos a Thayná ao shopping para ir ao cinema, ficamos em casa, etc. Tudo isso em meio aos chamegos e atenções da minha mãe a mim, à Thayná e à Lívia, a netinha que desde agora ela já declarou o seu amor. Não esqueçamos que o Tiago também estava por perto, mas como ele não estava de férias, dos programinhas das meninas ele ficou de fora. No quinto dia, levei minha mãe e irmã a Torres. A Thayná ficou por lá, onde ela mora, e minha mãe seguiu para Caxias do Sul no mesmo dia de tarde. No dia seguinte, às 6h, ainda noite e com cerração, a Lívia e eu viemos embora para Floripa. Nossa primeira viagem de carro sozinhas. Viemos cedo e fugimos dos engarrafamentos. E, à noite, ainda recebemos uma visita relâmpago do primo Victor e da prima Sabrina. Eles vieram passar um fim de semana de férias em Santa Catarina e passaram uma noite aqui conosco. Inclusive, trouxeram um lindo presente para a Lívia: um livro impermeável! Adorei... presente pedagógico! Pena que não quiseram ficar hospedados na nossa casa e foram passear cedo no dia seguinte!!! Obrigada pela visita, voltem sempre!
No dia seguinte, 04 de fevereiro, o Tiago, a Lívia e eu embarcamos para Fortaleza/CE. Nossa primeira viagem de férias a três, mas com a Lívia bem protegida dentro de mim. Ficamos lá sete dias e sete noites. Calor, sol e vento são sinônimos de Fortaleza, por isso nos protegemos com muita água de coco e protetor solar. Conhecemos praias, pontos turísticos, pessoas, animais – gatos de rua bem sofridos, cheiros, sabores, comidas boas e ruins, passamos calor, sentimos cansaço, ficamos doentes (Tiago vomitou lagosta, camarão e peixe que comemos, ficou com febre por ter dor de garganta devido ao ar condicionado, eu fiquei inchada do calor e cansada de caminhar), compramos muitos souvenirs, gastamos bem, dormimos bem, tomamos café muito bem, enfim, desligamos da rotina e aproveitamos as férias junto com nossa pequena grande bebê Lívia.
Após as férias, o desfazer das malas, as muitas lavagens de roupa na máquina, veio a semana de retorno ao trabalho, bem puxada por sinal, e que hoje se encerra. Mas antes de finalizar essa postagem, quero contar que ontem o Tiago e eu fomos a um curso para casais grávidos de apenas uma noite para aprender um pouco de como pode ser a vida de um casal com a chegada de um bebê. Tinha uns 15 casais grávidos, a maioria mães e pais de primeira viagem e que haviam planejado a gravidez, assim como nós. Tinha grávidas com barrigas de todos os formatos e tamanhos, até as sem barriga, mas todas com bebês lá dentro! As coisas mais importantes que aprendi foram: três piores alimentos brancos – sal, açúcar e farinha; sucos Ades é puro açúcar e corantes, portanto grávidas e crianças devem evitá-los bem como a todos os sucos prontos; se possível fazer algumas vacinas no bebê adquirindo-as na rede privada de saúde; há duas opções para o pai e para a mãe em relação ao bebê: educá-lo para ser um ser humano ou deixá-lo tornar-se um ser instintivo, e na segunda opção inevitavelmente o bebê será o rei da casa, sem limites e dividirá o casal; mas a lição que achei mais fantástica foi que não existem bebês bonzinhos. Isso confirma o que a Bel (professora que tive na Pedagogia) dizia sobre a relação de amor entre um bebê e sua mãe ser uma relação social, portanto, construída, aprendida a cada dia. E que o bebê humano ‘necessita’ de sua mãe ou de um adulto por uma questão socialmente construída e não natural.
Bom... finalizo este texto por aqui em meio a uma crise bem desagradável de rinite, mas feliz por ter a Lívia dentro de mim, se manifestando o tempo todo com suas mexidas. Inclusive, já é possível ver a olho nu minha barriga mexer devido aos movimentos “livianos”... E o pai dela, o Tiago, talvez a tenha sentido no decorrer dessa semana, mas nem lembro exatamente quando, pois a cada dia há uma descoberta no mundo da maternidade.
 
Lista de siglas:
USG: ultrassom
GO: ginecologista e obstetra
 
Neologismo:
Livianos: que diz respeito à Lívia.
 
OBS: Importante divulgar que a Isabella veio ao mundo ontem, 16 de fevereiro, filha de Rafaella Alves e Jair. Parabéns à família!